Doadores do mundo todo reúnem-se para prometer ajuda à Geórgia

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 09:22 BRST
 

Por David Brunnstrom

BRUXELAS, 22 de outubro (Reuters) - Doadores da comunidade internacional reuniram-se na quarta-feira prometendo o envio de dinheiro para ajudar a Geórgia a recuperar-se de seu breve conflito com a Rússia, algo que segundo especialistas exigirá 3,25 bilhões de dólares nos próximos três anos.

"Isso é o mais importante, não apenas porque queremos dar apoio física e diretamente aos georgianos, mas também porque isso é um símbolo de solidariedade com o povo georgiano", disse Benita Ferrero-Waldner, comissária das Relações Exteriores da União Européia (UE).

A Rússia mobilizou suas tropas depois de a Geórgia ter tentado retomar o controle sobre a região separatista da Ossétia do Sul. Os russos já retiraram seus soldados da parte principal do território georgiano, mas potências ocidentais acusaram a Rússia de exagerar em sua resposta.

Os EUA ofereceram doar ao menos 1 bilhão de dólares para ajudar os georgianos no processo de reconstrução depois de os soldados e tanques russos esmagarem as Forças Armadas daquele país e terem danificado obras de infra-estrutura.

A Comissão Européia (Poder Executivo da UE) prometeu dar cerca de 500 milhões de euros (660 milhões de dólares) até 2010 e Ferrero-Waldner deseja que os 27 membros do bloco contribuam.

O encontro de quarta-feira, do qual participaram ministros, foi presidido pela Comissão Européia e pelo Banco Mundial. Mais de 70 por cento dos países do mundo foram convidados, bem como instituições financeiras internacionais.

"Atualmente, já ouvimos promessas ou indicações que totalizam cerca de 1,8 bilhão de dólares", afirmou o primeiro-ministro da Geórgia, Lado Gurgenidze, em uma entrevista concedida à IMF Survey, uma publicação do Fundo Monetário Internacional (FMI), antes do encontro.

"Claramente, há questões relativas à recuperação dos danos sofridos pela população civil", afirmou o premiê referindo-se aos milhares de moradores que fugiram de suas casas por causa do conflito.   Continuação...