21 de Novembro de 2007 / às 19:36 / 10 anos atrás

ATUALIZA-Dívida mobiliária interna volta a cair por vencimento

(Texto atualizado com comentários do Tesouro e mais informações)

BRASÍLIA, 21 de novembro (Reuters) - A dívida mobiliária interna do governo federal caiu 0,15 por cento em outubro, o primeiro recuo em três meses, para 1,199 trilhão de reais, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira.

A queda refletiu um resgate elevado de papéis em um mês de concentração de vencimentos. A projeção do Tesouro é que, nos últimos dois meses do ano, a dívida volte a crescer e feche o ano entre 1,230 e 1,300 trilhão de reais.

"Devemos fazer emissões líquidas nos últimos dois meses do ano, quando os vencimentos são pequenos", afirmou a jornalistas o coordenador-adjunto de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Fernando Garrido.

No mês passado, os resgates de dívida superaram as emissões em 13,3 bilhões de reais e a apropriação de juros totalizou 11,5 bilhões de reais.

A participação dos papéis prefixados, considerados melhores para o gerenciamento da dívida, caiu para 35,18 por cento no mês passado, frente a 36,84 por cento em setembro.

No mesmo período, os títulos atrelados à taxa Selic aumentaram de 37,54 por cento para 38,66 por cento do total e os papéis vinculados a índices de preços aumentaram de 25,66 para 26,09 por cento do total. Os dados incluem os contratos de swap cambial.

EMISSÃO EXTERNA

O coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida, Otávio Medeiros, afirmou que o país poderá voltar a emitir no mercado externo este ano caso haja uma melhora nas condições do mercado internacional.

"Se até o final do ano sentirmos que há espaço, o governo voltará a atuar. Se não, não voltará", afirmou Medeiros, reforçando declarações já feitas pelo secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, sobre o assunto.

O Brasil lançou títulos no exterior pela última vez no final de junho, quando houve a reabertura do Global 2028. Desde então, a volatilidade nos mercados levou o país a suspender as emissões.

Em setembro e outubro, o Tesouro recomprou 900 milhões de reais em títulos da dívida externa, em valor de face. O custo financeiro da operação foi de 1,1 bilhão de reais.

No ano, as recompras somaram 9,6 bilhões de reais. Essas operações geraram uma economia no pagamento de juros de 15,2 bilhões de reais, em valores correntes, até 2040.

Por Isabel Versiani; edição de Vanessa Stelzer

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