Ataque suicida mata 40 em funeral no Paquistão

sábado, 1 de março de 2008 11:13 BRT
 

Por Agostine Anthony

ISLAMABAD (Reuters) - Um militante suicida matou pelo menos 40 pessoas no funeral de um policial no distrito paquistanês de Swat, dias depois de o exército começar a retomar o controle daquela região montanhosa.

Um outro militante jogou seu carro-bomba em um veículo carregando forças paramilitares na região a nordeste do país no sábado, matando um civil e ferindo 17 outros, incluindo nove soldados.

O vice-superintendente Karamat Shah, que estava entre as mais de 500 pessoas presentes ao funeral, disse que o militante atacou na sexta-feira depois das orações ao policial morto.

Membros da inteligência paquistanesa disseram que 40 pessoas morreram. E um médico local afirmou que 81 pessoas estavam feridas.

No início da semana, o exército do Paquistão, que vem combatendo militantes na região por meses, disse haver retomado a maior parte das áreas, excluindo alguns bolsões de resistência.

O ataque no funeral faz parte de um ressurgimento da violência que faz crescer as preocupações sobre a estabilidade no Paquistão, menos de duas semanas depois de uma eleição ter recolocado o país sob uma democracia liderada por civis.

Na segunda-feira, o principal oficial médico do exército foi morto por um militante suicida na cidade de Rawalpindi. Ele foi o oficial mais graduado morto até o momento.

O policial que foi entrerrado em Swat era um dos três mortos na sexta-feira, quando seu veículo foi atingido por uma bomba na região fronteiriça a noroesta do país, onde atuam militantes do Taleban e da Al Qaeda.

Mais de 450 pessoas morreram em ações de militantes neste ano. Uma campanha com militantes suicidas alvejando forças de segurança intensificou-se depois que o exército bombardeou a Mesquita Vermelha, de Islamabad, em julho último, para reprimir um movimento estudantil militante.

(Reportagem adicional Kamran Haider e Zeeshan Haider)