September 4, 2008 / 6:52 PM / 9 years ago

Aumenta número de mortos por Hanna; Ike dirige-se para Bahamas

4 Min, DE LEITURA

<p>Aumenta n&uacute;mero de mortos por Hanna; Ike dirige-se para Bahamas. O violento furac&atilde;o Ike atravessava o Atl&acirc;ntico dirigindo-se para as Bahamas enquanto aumentava o n&uacute;mero de pessoas mortas em enchentes e deslizamentos de terra provocados pela tempestade tropical Hanna no Haiti. 4 de setembro. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O violento furacão Ike atravessava o Atlântico na quinta-feira dirigindo-se para as Bahamas e para a costa leste dos EUA enquanto aumentava para 90 o número de pessoas mortas em enchentes e deslizamentos de terra provocados pela tempestade tropical Hanna no Haiti.

O Hanna passou pelo leste do grande arquipélago de 700 ilhas que forma as Bahamas percorrendo um caminho que o levará à fronteira dos Estados norte-americanos da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, no sábado, onde deve chegar como um furacão fraco.

O Ike não representa nenhuma ameaça imediata e ainda é cedo demais para dizer se ameaçaria as ilhas do Caribe, a Costa Leste dos EUA ou as áreas norte-americanas de extração de petróleo no Golfo do México.

O Ike perdeu um pouco de sua força na quinta-feira depois de expandir-se rapidamente em um período de poucas horas um dia antes, deixando de ser uma tempestade tropical para transformar-se em um furacão de Categoria 4 na escala Saffir-Simpson (de cinco níveis).

A tempestade tropical Josephine também atravessava o Atlântico rumo a oeste, seguindo na esteira do Ike mas perdendo força.

Esse grande número de fenômenos climáticos do tipo ocorre depois da destruição provocada pelo furacão Gustav no Caribe e na costa da Louisiana. O Gustav saiu do mar a oeste de Nova Orleans, poupando em grande parte a cidade devastada pelo furacão Katrina três anos atrás.

A sequência de tempestades comprova as previsões de que a temporada de furacões deste ano, que dura seis meses, será agitada, apesar de não ser provável que supere o recorde de 2005, quando foram registradas 28 tempestades tropicais, entre as quais o Katrina.

Mortos No Haiti

A agência de proteção civil do Haiti disse que 37 das 90 mortes relacionadas com o Hanna haviam ocorrido na cidade portuária de Gonaives, onde as enchentes pareciam estar retrocedendo. O Gustav matou ao menos 75 pessoas nesse empobrecido país de 9 milhões de habitantes e cuja maior parte da população vive com menos de 2 dólares por dia.

Os moradores de Gonaives continuavam isolados no teto de suas casas dois dias depois da elevação do nível das águas, e o governo não soube informar o que aconteceu com as pessoas que estavam em hospitais e prisões.

O grupo de ajuda humanitária ActionAid disse que seria necessário intensificar os esforços de auxílio no país, atingido por distúrbios de rua em abril devido à disparada do preço dos alimentos.

"O país todo está debaixo das águas e o Hanna destruiu plantações em vários pontos", afirmou Raphael Yves Pierre, diretor da entidade no Haiti.

O presidente haitiano, René Préval, descreveu a situação como "catastrófica", comparando-a com as enchentes provocadas em 2004 pela tempestade tropical Jeanne e que mataram mais de 3.000 pessoas na área de Gonaives.

O Hanna perdeu um pouco de sua força na quinta-feira, mas ainda apresentava ventos de 105 quilômetros por hora. Segundo o Centro Nacional de Furacões, um órgão dos EUA, a tempestade se transformará em um furacão na sexta-feira.

Reportagem adicional de John Marquis em Nassau

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