OEA diz seguir com atenção atual processo político em Cuba

segunda-feira, 2 de junho de 2008 10:59 BRT
 

MEDELLÍN, Colômbia (Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) segue de perto o processo político realizado atualmente em Cuba e acredita que o país caribenho ingressará novamente na entidade, afirmou no domingo o secretário-geral José Miguel Insulza.

A autoridade disse que, por se tratar de um tema complexo, não deseja vê-lo transformado em motivo de desavenças entre os 34 países-membros da OEA, entre os quais os EUA.

A entidade expulsou Cuba em 1962, três anos depois de Fidel Castro ter derrubado do poder o ditador Fulgencio Batista, depois do que o governo norte-americano impôs um bloqueio comercial à ilha.

"Nosso desejo será sempre o de ver essa querida nação irmã reintegrada plenamente a nossa organização", afirmou Insulza, na abertura da 38a Assembléia Geral da OEA.

No final de fevereiro passado, o Parlamento cubano elegeu Raúl Castro para suceder Fidel, irmão dele, no comando do país. Fidel abandonou o poder devido a uma grave doença intestinal.

"Repito ainda a minha convicção de que qualquer processo de mudança em Cuba só deveria ocorrer por vontade dos cubanos, mediante um processo pacífico e progressivo que respeite plenamente os princípios da democracia, da autodeterminação e da não-intervenção, princípios esses que devem pautar a convivência entre os países americanos", acrescentou o secretário-geral.

Desde a posse de Raúl como chefe do Conselho de Estado, Cuba anulou algumas restrições vigentes no país, entre as quais a restrição sobre a compra de computadores pelos cubanos.

(Por Nelson Bocanegra)