Forças de segurança da China fecham capital do Tibet

sábado, 29 de março de 2008 16:52 BRT
 

Por Lindsay Beck e John Ruwitch

PEQUIM (Reuters) - Forças de segurança chinesas interditaram partes de Lhasa no sábado, e o governo exilado do Tibet afirmou estar investigando relatos de novos protestos, semanas após a cidade ser abalada por motins contra o governo chinês.

Os relatos coincidem com a visita de um grupo de diplomatas, que foram levados sob forte vigilância para uma volta na cidade, que é o centro dos conflitos étnicos em regiões tibetanas da China a apenas meses da abertura dos Jogos Olímpicos.

"Nós não sabemos quantas pessoas, mas parece ser uma grande quantidade de gente", disse Tenzin Taklha, porta-voz do Dalai Lama, sobre os eventos em Lhasa. "Eu acho que foi para coincidir com a visita dos diplomatas."

A Campanha Internacional pelo Tibet, baseada em Londres, disse ter recebido informações de três fontes de que as forças de segurança tinham cercado os principais templos de Lhasa: Jokhang e Ramoche.

"Toda a área foi fechada", disse a porta-voz do grupo Kate Saunders.

"Eu não sei qual foi a forma do protesto. Eu acredito que o povo de Lhasa devia estar sabendo da visita dos diplomatas, assim como sabiam da visita dos jornalistas", ela afirmou.

No início da semana, o governo levou jornalistas selecionados para Lhasa a fim de dar destaque à destruição e passar a impressão de que a cidade estava retornando ao normal, mas o plano deu errado quando cerca de 30 monges em Jokhang invadiram uma coletiva oficial.

Os monges reclamaram da falta de liberdade religiosa e expressaram o apoio ao Dalai Lama, o líder espiritual do budismo tibetano que vive exilado e que é acusado pela China de ser o mentor dos protestos.   Continuação...