Bush assina pacote de US$152 bi na quarta-feira

domingo, 10 de fevereiro de 2008 17:43 BRST
 

Por Jeremy Pelofsky

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, George W. Bush, disse no domingo que irá assinar um pacote de 152 bilhões de dólares na quarta-feira destinado a manter a maior economia do mundo fora da recessão, com devolução de impostos e incentivos a investimentos.

Citando economistas do setor privado, Bush afirmou não acreditar que a economia dos EUA esteja em recessão, apesar de uma implosão no mercado imobiliário, uma ampla deterioração do crédito e, pela primeira vez em 53 anos, a diminuição no número de empregos.

"Eu assinarei este decreto na quarta-feira", disse Bush em uma entrevista à rede Fox News.

Além de despertar temores de um efeito dominó em escala global, a saúde da economia norte-americana tornou-se um tema chave de campanha para os candidatos republicanos e democratas que tentam disputar a sucessão de Bush nas eleições presidenciais de novembro.

O crescimento da economia dos EUA caiu abruptamente para 0,6 por cento no quarto semestre do ano passado, após um aumento de 4,9 por cento no terceiro semestre, segundo o governo dos EUA.

O setor imobiliário continuou a se enfraquecer. As vendas de imóveis usados caiu 1,5 por cento em dezembro e apresentaram uma queda de 24 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Nacional dos Corretores. Importantes redes varejistas reportaram também uma queda nos gastos do consumidor.

Autoridades financeiras das nações industriais do Grupo dos Sete disseram no final de semana que, enquanto a economia dos EUA tender a escapar da recessão em 2008 e os fundamentos econômicos permanecerem "sólidos", mais trabalho será necessário para restabelecer a ordem nos mercados financeiros e salvaguardar o crescimento global.

Os ministros do G7 apontaram sérios riscos advindos do desaquecimento do mercado imobiliário dos EUA e o conseqüente arrocho do crédito, que diminuiu o fluxo de dinheiro dos consumidores e das companhias na maior economia do mundo.