Diques do rio Mississippi estão no limite; Bush visitar região

quinta-feira, 19 de junho de 2008 09:11 BRT
 

Por Nick Carey

QUINCY, Estados Unidos (Reuters) - Voluntários e membros de equipes de emergência reforçavam os diques do rio Mississippi, na quinta-feira, a fim de evitar a repetição de enchentes que já provocaram bilhões de dólares em prejuízos e fizeram aumentar os temores sobre a inflação mundial dos alimentos.

Quase 25 diques desse rio, uma hidrovia importante dos EUA, já transbordaram fazendo com que a água alagasse pequenas cidades e milhares de hectares de terra fértil. Os preços dos grãos e da carne dispararam em vista da possibilidade de haver falta desses produtos.

Jeff Steinkamp, engenheiro-chefe para a cidade de Quincy (Illinois), onde o Mississippi deve atingir um pico de 9,8 metros na sexta-feira, disse que os vários dias de colocação de sacos de areia haviam, até agora, se justificado.

"Os diques estão aguentando até agora. Por enquanto, tudo vai bem", afirmou.

O desastre em marcha lenta, as piores enchentes a atingir o Meio-Oeste dos EUA em 15 anos, alagou grandes áreas do cinturão agrícola norte-americano e obrigou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem suas casas.

O custo do desastre pode acabar superando o das enchentes ocorridas na mesma região em 1993 e que deixaram mais de 20 bilhões de dólares em prejuízos e 48 mortes. Os alagamentos deste mês provocaram algumas mortes, mas ainda não se sabe exatamente o montante dos danos.

Aumentam as pressões políticas para que a área receba ajuda.

O presidente do país, George W. Bush, viajará para Iowa na quinta-feira a fim de avaliar a situação em Cedar Rapids e em Iowa City. Ali, Bush deve também se reunir com membros de equipes de emergência e autoridades estaduais e municipais.   Continuação...

 
<p>An aerial photograph shows flooded grain terminal near Burlington, Iowa, June 18, 2008. The swollen Mississippi River ran over the top of at least 12 more levees on Wednesday, as floodwaters swallowed up more U.S. farmland, adding to billion-dollar losses and feeding global food inflation fears. Photo by Ron Mayland</p>