2 de Março de 2008 / às 14:45 / 10 anos atrás

Russos vão às urnas para escolher novo presidente

<p>Policiais esvaziam urna em se&ccedil;&atilde;o eleitoral na Sib&eacute;ria. Os eleitores russos foram &agrave;s urnas no domingo para escolher um novo presidente, em uma elei&ccedil;&atilde;o que provavelmente dar&aacute; a vit&oacute;ria ao sucessor favorecido pelo presidente Vladimir Putin, mas que est&aacute; sendo criticada pela oposi&ccedil;&atilde;o pela aus&ecirc;ncia de qualquer concorr&ecirc;ncia real. Photo by Ilya Naymushin</p>

Por Michael Stott

MOSCOU (Reuters) - Os eleitores russos foram às urnas no domingo para escolher um novo presidente, em uma eleição que provavelmente dará a vitória ao sucessor favorecido pelo presidente Vladimir Putin, mas que está sendo criticada pela oposição pela ausência de qualquer concorrência real.

No maior país do mundo, até 109 milhões de eleitores cadastrados estavam participando da eleição, desde caçadores de renas no extremo norte, perto do Alasca, até nadadores no gelo na Sibéria e soldados em bases militares de Moscou.

As pesquisas de boca-de-urna e os primeiros resultados oficiais estão previstos para logo após o fechamento das urnas na região com o 11o e último fuso horário da Rússia, o encrave europeu de Kaliningrado, perto da Polônia, às 20h pelo horário local (15h em Brasília) neste domingo.

O diretor da Comissão Eleitoral Central, Vladimir Churov, disse na TV estatal que o índice de comparecimento às urnas “em quase todas as partes da Rússia” foi três a cinco pontos percentuais maior que nas eleições parlamentares de dezembro, quando 63,78 por cento dos eleitores votaram.

O candidato do Kremlin e vencedor quase certo, o primeiro vice-primeiro-ministro Dmitry Medvedev, 42 anos, votou em Moscou na manhã do domingo com sua mulher Svetlana e disse a jornalistas: “Estou feliz. A primavera chegou.”

Putin, sorridente, votou em Moscou na Academia de Ciências com sua mulher, Lyudmila, mas não falou com os jornalistas.

Políticos da oposição qualificaram a eleição de “farsa”, dizendo que a cobertura parcial da imprensa e o assédio ao qual foram submetidos os candidatos rivais de Medvedev fizeram a disputa ser totalmente enviesada.

Até mesmo a poderosa Igreja Ortodoxa russa deu seu apoio tácito a Medvedev.

Medvedev se formou advogado e trabalhou com Putin na Câmara Municipal de São Petersburgo, 18 anos atrás, para então segui-lo ao Kremlin.

“Votei em Medvedev. Acho que ele é jovem e inteligente e que vai trabalhar bem em parceria com Putin”, disse um moscovita de 70 anos que deu seu nome como sendo Georgy, enquanto depositava seu voto na urna.

A maioria dos observadores ocidentais boicotou a eleição devido a uma divergência com as autoridades eleitorais russas sobre o número de observadores autorizados e a duração de sua estadia no país.

Andreas Gross, chefe da única missão de observadores ocidentais, do Conselho da Europa, disse que falará na segunda-feira sobre suas conclusões. Cerca de 300 observadores foram cadastrados para monitorar a eleição. A maioria vem de ex-repúblicas soviéticas ainda aliadas a Moscou.

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