Ex-porta-voz diz que Bush escondeu a verdade sobre Iraque

quarta-feira, 28 de maio de 2008 16:13 BRT
 

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Em um novo livro que promete causar polêmica, Scott McClellan, ex-porta-voz do governo dos EUA, acusou o presidente George W. Bush e seus principais assessores de esconder a verdade para defender a necessidade da guerra contra o Iraque.

McClellan, o primeiro membro do governo Bush a escrever um livro criticando o dirigente (que é texano como o ex-porta-voz), atraiu na quarta-feira críticas de seus ex-colegas da Casa Branca. Eles questionaram porque o porta-voz continuou no cargo se tinha essas opiniões, até agora desconhecidas.

"Se ele acredita que agradará a seus adversários, está redondamente enganado. E, infelizmente, ele acaba de perder os únicos amigos que tinha", afirmou Dan Bartlett, que trabalhou como conselheiro da Casa Branca.

McClellan, no livro "What Happened -- Inside the Bush White House and Washington's Culture of Deception" (Por dentro da Casa Branca de Bush e da cultura de logro de Washington), descreve-se como um antes admirador sincero de Bush que, por engano, viu-se ao lado da "campanha para vender a guerra" no Iraque.

O ex-porta-voz, que argumentou veementemente a respeito da necessidade da guerra quando falava aos microfones da Casa Branca, escreveu que a decisão de invadir o país árabe havia sido um "erro fatídico."

"Segundo acredito, a guerra só deveria ser travada quando necessária, e a guerra do Iraque não foi necessária", afirmou.

DÍVIDA COM O PAI

McClellan descreveu Bush como um "homem com carisma pessoal, perspicácia e uma enorme habilidade política", um homem "mais do que inteligente para ser presidente." Ao mesmo tempo, o ex-porta-voz dissemina críticas ao antigo patrão nas 341 páginas do livro.   Continuação...