January 13, 2008 / 12:59 PM / 10 years ago

Chávez afirma que conflito na Colômbia não tem solução militar

3 Min, DE LEITURA

<p>Ch&aacute;vez afirma que conflito na Col&ocirc;mbia n&atilde;o tem solu&ccedil;&atilde;o militar. O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, disse no s&aacute;bado que o conflito interno na Col&ocirc;mbia n&atilde;o ser&aacute; resolvido com for&ccedil;a militar, e pediu que seja reconhecido o status pol&iacute;tico da guerrilha. 11 de janeiro. Photo by Reuters (Handout)</p>

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse no sábado que o conflito interno na Colômbia não será resolvido com força militar, e pediu que seja reconhecido o status político da guerrilha para se chegar à paz no país.

O governo da Colômbia rechaçou e qualificou como "insólita e descabida" a proposta do presidente venezuelano de retirar a classificação de "terroristas" dos grupos guerrilheiros Farc e ELN, um dia depois da libertação das políticas Clara Rojas e Consuelo González.

"Quem conhece os dados e conhece a história recente da Colômbia e a real situação da Colômbia das forças rebeldes (...) poderá concluir sem muita dificuldade que esse conflito não tem solução militar", disse Chávez durante ato de seu partido político.

O presidente venezuelano pediu que o governo da Colômbia dê um sinal reconhecendo o status político das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

"É um passo imprescindível porque enquanto o governo da Colômbia continuar dizendo que são grupos terroristas e que devem ser exterminados, bem, que paz pode haver, onde se poderá abrir uma porta para a paz?" disse o governante, que obteve um grande sucesso político ao conseguir a libertação de Rojas e González pelas Farc.

As Farc, que têm cerca de 17 mil militantes, e o ELN, com 5 mil homens armados, estão nas listas de organizações terroristas feitas pelos Estados Unidos e a União Européia.

Chávez disse que poderá conseguir a libertação de um segundo grupo de reféns e afirmou a necessidade de se reunir com o líder das Farc, Manuel Marulanda, para conseguir impulsionar um eventual processo de paz na Colômbia.

De seu lado, a principal guerrilha da Colômbia disse que a libertação unilateral das políticas, sequestradas durante seis anos, é uma esperança e um dos primeiros passos para chegar à paz e colocar um ponto final ao longo conflito interno que castiga o país há mais de quatro décadas.

Por Deisy Buitrago

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