Sucessão de Renan embola caminho da CPMF no Senado

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 19:28 BRST
 

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - A corrida pela sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, iniciada minutos depois de o senador anunciar a renúncia ao cargo nesta terça-feira, ameaça complicar as delicadas negociações em torno da votação da renovação da CPMF.

A avaliação, expressa por parlamentares da base aliada e da oposição, é que a disputa pelo cargo contaminará as articulações políticas até então focadas exclusivamente na crucial aprovação da emenda constitucional da CPMF.

"É um elemento complicador, agora você tem uma disputa no meio da discussão", afirmou o líder do Democratas, José Agripino Maia (RN).

Renan renunciou ao cargo de presidente do Senado nesta terça-feira durante sessão que julga sua cassação. Desde outubro, quando Renan se licenciou do cargo, a presidência do Senado vinha sendo ocupada interinamente pelo senador Tião Viana (PT-AC).

Pela tradição, cabe ao PMDB, como partido de maior bancada, manter a presidência do Senado e, na legenda, o nome mais cotado é o de Garibaldi Alves (RN), que já foi cotado no passado para ocupar um ministério do governo Lula.

Pelo menos outros três senadores do partido, no entanto, --Neuto de Conto (SC), Valter Pereira (MS), José Maranhão (PB)-- já anunciaram que pretendem disputar a candidatura do partido.

A oposição afirma que, a princípio, está disposta a aceitar um nome do PMDB para o cargo, mas exige que o partido apresente um candidato considerado "agregador" e "de consenso". Caso contrário, promete entrar na disputa, o que prolongaria o processo de sucessão.

Democratas e tucanos devem se reunir ainda nesta terça-feira para discutir a sucessão no Senado.   Continuação...

 
<p>A corrida pela sucess&atilde;o de Renan Calheiros na presid&ecirc;ncia do Senado, iniciada minutos depois de o senador anunciar a ren&uacute;ncia ao cargo nesta ter&ccedil;a-feira, amea&ccedil;a complicar as delicadas negocia&ccedil;&otilde;es em torno da vota&ccedil;&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o da CPMF. Foto em Bras&iacute;lia, 4 de dezembro. Photo by Jamil Bittar</p>