Reunião de Bali diminui chances de impor limites a países pobres

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 10:32 BRST
 

Por Gerard Wynn

NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - Diminuiu na sexta-feira a chance de que grandes países em desenvolvimento, como China e Brasil, aceitem limites às emissões de carbono como parte das negociações lançadas nesta semana em Bali, na Indonésia.

"Nada está descartado", disse Yvo de Boer, diretor do Secretariado da ONU para a Mudança Climática e anfitrião do encontro de 190 países num luxuoso balneário da ilha de Bali, de 3 a 14 de dezembro.

"Compromissos compulsórios para os países em desenvolvimento não estão fora da mesa, mas estamos nos arrastando até a beirada", disse ele, numa referência às dificuldades nas negociações para um tratado que suceda ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

O objetivo é que até 2009 seja definido um tratado mais amplo e ambicioso contra o aquecimento global.

Na reunião de Bali, os delegados precisam encontrar termos que sejam igualmente palatáveis para os países ricos, como EUA e Japão, que defendem a inclusão das nações em desenvolvimento no esquema, e para os países como China e Índia, que querem ser pagos para isso.

"As negociações sobre o futuro estão indo muito bem", acrescentou De Boer.

De acordo com ele, a maioria dos países ricos aparentemente concorda que é cedo para esperar limites às emissões de gases do efeito estufa nos países em desenvolvimento. Isso porque na China, por exemplo, a emissão per capita de carbono é de 4 toneladas por ano, bem abaixo das 20 toneladas anuais por norte-americano.

Muitos países em desenvolvimento se dizem comprometidos com limites para as emissões, mas querem incentivos como tecnologias "limpas" e ajuda econômica. Cerca de 12 ministros de Comércio vão se reunir no fim de semana em Bali. Na segunda-feira, haverá um encontro de ministros de Economia.   Continuação...