Google dobra número de parceiros na digitalização de livros

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 17:58 BRT
 

Por Georgina Prodhan

FRANKFURT, 15 de outubro (Reuters) - O Google (GOOG.O: Cotações) dobrou o número de editoras associadas ao seu programa de busca de livros, que causou algumas controvérsias iniciais, mas não chegou a atualizar na quarta-feira o número de "mais de um milhão de livros digitalizados" que veicula há mais de um ano.

O gigante da Internet causou protestos das editoras e de algumas bibliotecas ao lançar o projeto, quatro anos atrás, com muita gente do setor temendo que o Google planejasse tomar o controle dos livros do mundo e distribui-los online gratuitamente.

Desde então, 20 mil editoras, duas vezes mais que no ano passado, fecharam acordos para permitir que o Google digitalizasse o texto completo de seus livros e permitisse que potenciais compradores lessem trechos, associados às suas buscas na Internet.

O Google também trabalha com bibliotecas acadêmicas e de referência para digitalizar obras em domínio público e, controvertidamente, algumas obras ainda protegidas por direitos autorais, obtidas em bibliotecas norte-americanas, mas só acrescentou duas novas bibliotecas como parceiras nos últimos 12 meses, elevando o total a 29.

"Estamos convencendo as editoras a levar seu conteúdo a mais pessoas interessadas nele, e, ao mesmo tempo colocando usuários em contato com conteúdo relevante, que eles talvez nem soubessem que existisse", disse Santiago de la Mora, diretor de parcerias editoriais européias da empresa.

Falando em entrevista na Feira do Livro de Frankfurt, Mora disse que não queria destacar individualmente as editoras que aderiram ao programa nos últimos 12 meses.

Mas, quando perguntado, confirmou que a maior editora de ficção do mundo, a Random House, parte do grupo Bertelsman [BERT.UL], havia assinado.

O Google está envolvido em uma disputa judicial com editoras norte-americanas desde 2005, quanto à sua prática de digitalizar obras que ainda estão protegidas por direitos autorais, às quais ganha acesso por meio de parcerias com bibliotecas dos EUA, mas sem permissão explícita dos detentores dos direitos.