Trajetória descendente de Quintão embola 2o turno em BH

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 17:20 BRST
 

BELO HORIZONTE, 22 de outubro (Reuters) - Depois de impedir os planos do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel (PT) de eleger Marcio Lacerda (PSB) para a prefeitura da capital mineira ainda no primeiro turno, Leonardo Quintão (PMDB) começa a perder espaço na preferência dos eleitores.

Com a arrancada meteórica nas últimas semanas do primeiro turno, que o fez chegar quase empatado com Lacerda (teve 41,26 por cento dos votos contra 43,59 do adversário), Quintão apareceu como favorito na primeira pesquisa do segundo turno, mas seu desempenho vem caindo vertiginosamente.

Na primeira pesquisa feita pelo Ibope, Quintão já havia superado Lacerda por 18 pontos percentuais. Sondagem posterior do Datafolha, no fim da última semana, mostrava uma redução de sua vantagem para 10 pontos percentuais. Nesta quarta-feira, pesquisa feita por instituto local indicou empate entre os dois candidatos, dando a Quintão 39,95 por cento das intenções de voto, contra 39,83 por cento de Lacerda.

Apesar da redução, a campanha mantém a confiança na vitória do candidato, que conseguiu unir parte da esquerda em torno do PMDB na disputa pela prefeitura.

"O Leonardo não integra antigos esquemas característicos do PMDB nacional. Ele tem flexibilidade para manter projetos importantes e tinha necessidade de uma referência com essa história de 16 anos de esquerda na prefeitura", ressaltou a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que terminou em terceiro lugar no primeiro turno na capital.

Nascido em Taguatinga em abril de 1975, o atual deputado federal foi criado em Belo Horizonte e começou a carreira política como vereador, eleito em 2001, pelo PMDB. Em 2002, Quintão conquistou uma cadeira na Assembléia Legislativa mineira pelo PSB e, em 2003, trocou de partido novamente, filiando-se ao antigo PFL, atual DEM. No mesmo ano, o político voltou para o PMDB, pelo qual se elegeu deputado federal em 2006.

"EMPURRADO PARA OPOSIÇÃO"

Colega de Quintão na Câmara de Vereadores, na Assembléia e atualmente na Câmara dos Deputados, Jô Moraes afirma que nem sempre estiveram no mesmo lado político. "Na Câmara (de BH), tivemos convivência na mesma base de apoio do prefeito Célio de Castro (PSB). Na assembléia, não tivemos uma convivência muito próxima politicamente, porque ele era da base de apoio ao governador Aécio e eu da oposição", contou a deputada.   Continuação...