June 10, 2008 / 12:23 PM / 9 years ago

Academias científicas propõem CO2 pela metade até 2050

3 Min, DE LEITURA

Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - As grandes economias deveriam ter como meta uma redução de 50 por cento nas suas emissões de gases do efeito estufa até 2050, além de descobrir formas de enterrar os gases emitido, disseram na terça-feira academias científicas de 13 países.

"O progresso na redução das emissões globais de gases do efeito estufa tem sido lento", disseram as academias, de países do G8 (nações industrializadas) e de China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

O alvo da declaração dos cientistas são os políticos que se reunirão de 7 a 9 de julho para a cúpula do G8 no Japão.

O texto lembra que essa mesma cúpula em 2007 aceitou "considerar seriamente" a redução dos poluentes pela metade até 2050, como forma de conter o aquecimento global.

"Pedimos aos líderes do G8+5 que façam o máximo esforço para levar isto adiante e se comprometam com estas reduções de emissões", disse o texto, estendendo o apelo também aos cinco grandes países em desenvolvimento, que participam da cúpula do Japão.

Na cúpula do ano passado, a proposta de redução dos poluentes à metade teve apoio de seis integrantes do G8. Só Estados Unidos e Rússia foram contra.

Os países em desenvolvimento argumentam que as nações ricas precisam tomar a iniciativa das reduções.

Os cientistas defenderam mais pesquisas sobre a técnica que permitiria capturar os gases do efeito estufa (emitidos por usinas termoelétricas, por exemplo) para armazená-los em rochas porosas.

"Até 2009, é preciso ter um cronograma, verbas e um plano coordenado para a construção de um número significativo de usinas-demonstração para a captura e armazenamento de carbono", disseram.

Em 2005, um importante relatório climático da ONU disse que a captura de carbono seria uma das principais formas de combate ao aquecimento global neste século, embora a técnica pudesse pressionar o preço da eletricidade.

"O carvão continuará sendo uma das fontes energéticas primárias do mundo pelos próximos 50 anos", disse Martin Rees, presidente da Real Sociedade Britânica, alertando para a "perigosa e irreversível mudança no clima" caso as emissões continuem sem restrições.

"Técnicas para a captura e armazenamento do carbono devem portanto ser desenvolvidas urgentemente. Há tanta coisa em jogo que os atuais esforços são bastante inadequados", afirmou Rees.

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