Na ONU, Mianmar atribui manifestações a "oportunistas"

segunda-feira, 1 de outubro de 2007 21:16 BRT
 

Por Patrick Worsnip

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O chanceler de Mianmar, U Nyan Win, acusou na segunda-feira "oportunistas políticos" de tentarem criar um confronto em seu país, com ajuda externa, de modo a explorarem o caos subsequente.

Em discurso à Assembléia Geral da ONU, Win pediu à comunidade internacional que evite medidas que atirem mais lenha na fogueira.

Segundo o ministro, a "normalidade" retornou ao país depois de vários dias de manifestações de monges budistas e outros ativistas pró-democracia. Militares governam a antiga Birmânia há 45 anos.

Win discursava na reunião anual da ONU enquanto o representante especial da entidade, Ibrahim Gambari, marcava um encontro com o chefe da junta militar birmanesa, general Than Shwe, para tentar convencê-lo a estabelecer um diálogo com a oposição.

"A situação não teria deteriorado se o protesto inicial de um pequeno grupo de ativistas contra o aumento no preço dos combustíveis não tivesse sido explorado por oportunistas políticos", disse Win.

"Eles buscaram transformar a situação em um confronto político, ajudados por alguns países poderosos", afirmou, sem identificar tais países.

As forças birmanesas, disse ele, exerceram "a máxima moderação", mas "tiveram de agir para restaurar a situação" quando os manifestantes ignoraram seus alertas. "A normalidade agora voltou a Mianmar", afirmou Win.

O ministro disse que o governo quer guiar o país para uma "democracia disciplinada", e que uma convenção concluída no mês passado estabeleceu os princípios para uma nova Constituição.   Continuação...