April 16, 2008 / 3:39 PM / in 9 years

Israel mata 14 palestinos após 3 soldados morrerem e emboscada

4 Min, DE LEITURA

<p>Israel mata 14 palestinos ap&oacute;s 3 soldados morrerem em emboscada. Mesquita danificada por tropas israelenses &eacute; vista de um telhado em Gaza. Soldados israelenses mataram 14 palestinos, a maior parte deles civis, na Faixa de Gaza na quarta-feira. 16 de abril. Photo by Suhaib Salem</p>

GAZA (Reuters) - Soldados israelenses mataram 14 palestinos, a maior parte deles civis, na Faixa de Gaza, na quarta-feira, depois de três militares de Israel terem morrido em uma emboscada realizada por combatentes do Hamas perto de um oleoduto localizado na fronteira.

Apesar dos combates, os mais violentos ocorridos em mais de um mês, o Estado judaico permitiu que uma carga de combustível patrocinada pelos europeus chegasse à Faixa de Gaza a fim de manter em funcionamento a única usina de energia dessa região controlada pelo Hamas.

"O combustível começou a fluir", disse uma autoridade da União Européia (UE), referindo-se ao terminal de Nahal Oz, perto do local dos combates em que morreram os três soldados.

No total, 14 palestinos, ao menos nove deles civis, foram mortos em ataques independentes realizados de Israel, entre os quais bombardeios, disseram autoridades do Hamas e dirigentes de hospitais. Entre as vítimas haveria ainda três jovens, um homem de 67 anos de idade e ao menos quatro membros do Hamas.

Nahal Oz foi fechado por Israel no dia 9 de abril, depois de militantes terem matado dois civis israelenses na instalação. O Ministério da Defesa do Estado judaico disse que reabriria o oleoduto na quarta-feira, mas o ataque mais recente levantou dúvidas sobre se a manobra se realizaria efetivamente.

Kanan Abaid, vice-presidente da Autoridade Palestina da Energia na Faixa de Gaza, disse, antes de o bombeamento começar, que a usina de força tinha combustível para funcionar somente até sábado.

A usina fornece energia principalmente para os moradores da Cidade de Gaza e de suas áreas próximas, onde moram cerca de 800 mil pessoas.

Um locaute dos proprietários de postos de gasolina da Faixa de Gaza vem impedindo que os consumidores em geral tenham acesso à limitada quantidade de gasolina e diesel enviada por Israel.

Autoridades israelenses acusam o Hamas de impedir a distribuição dos combustíveis a fim de gerar uma crise capaz de fazer com que o Estado judaico suspenda um bloqueio tornado mais rígido após o grupo islâmico ter assumido o controle do território, em junho.

Em uma declaração que deve enfurecer ainda mais Israel, o Hamas disse que o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, que deve viajar ainda na quarta-feira até o Egito, se reuniria no Cairo com dois dos líderes do movimento na Faixa de Gaza, Mahmoud al-Zahar e Saeed Seyam.

"O senhor Carter requisitou o encontro para ouvir a opinião do Hamas a respeito da situação", afirmou Ayman Taha, uma autoridade do grupo islâmico.

A delegação do ex-presidente não quis comentar o assunto.

Dirigentes israelenses criticaram Carter por manter contato com o Hamas, entidade que rejeita as exigências feitas pelo Ocidente para que reconheça Israel, renuncie ao uso da força e aceite os acordos de paz interinos já selados entre israelenses e os palestinos.

Carter, que deu início a sua visita ao Oriente Médio no domingo, afirmou que seria contraprodutivo excluir totalmente o Hamas das "conversas e ou das consultas."

Reportagem de Adam Entous, Nidal al-Mughrabi e Ari Rabinovitch

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