Rice afirma que EUA querem Zimbábue na agenda da ONU

sábado, 21 de junho de 2008 16:55 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A violência e a intimidação ameaçam o segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue e os Estados Unidos pretendem apresentar a questão no Conselho de Segurança na semana que vem, disse a secretária de Estado Condoleezza Rice em uma entrevista pelo rádio no sábado.

"Esta é uma questão muito séria e os Estados Unidos pretendem colocá-la na agenda do Conselho de Segurança na semana que vem", disse Rice no programa Weekend Edition, da Rádio Pública Nacional dos EUA.

O país da África Meridional realizará o segundo turno das eleições em 27 de junho. Concorrem à Presidência o atual presidente, Robert Mugabe, e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai. Resultados oficiais deram a vitória a Tsvangirai no primeiro turno em março, mas ele não obteve votos suficientes para ser eleito.

O partido de oposição, países do Ocidente e grupos de direitos humanos acusam os correligionários de Mugabe de realizarem uma campanha de intimidação antes da votação. Mugabe rejeita a acusação.

Refletindo comentários feitos nas Nações Unidas na quinta-feira, Rice disse que as eleições não serão imparciais.

"Quando se tem o presidente do Zimbábue dizendo que nunca aceitará um resultado no qual o outro lado ganhe, ou quando se tem os chamados veteranos de guerra intimidando as pessoas e acusando os líderes de oposição de traição, é meio difícil acreditar que as eleições serão livres e justas", disse Rice. Os Estados Unidos, que presidem este mês o Conselho de Segurança, acusaram Mugabe de transformar o Zimbábue em um Estado falido que ameaça seus cidadãos e a própria estabilidade da África Meridional.

Quando o jornalista perguntou a Rice se os EUA estariam preparados para tomar uma ação, além de aprovar uma resolução sobre o Zimbábue, Rice disse: "Acreditamos que, a menos que o Conselho de Segurança aja, ele perderá credibilidade".

Esta semana, diplomatas disseram que o conselho não deverá tomar nenhuma medida na semana que vem, devido à oposição de África do Sul, Rússia e China.