Bush diz lamentar as 4.000 mortes de norte-americanos no Iraque

segunda-feira, 24 de março de 2008 12:53 BRT
 

Por David Alexander

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está triste com o fato de 4.000 soldados norte-americanos terem perdido a vida no Iraque e se concentrará em assegurar que seu país vença o conflito iniciado cinco anos atrás, afirmou a Casa Branca na segunda-feira.

"Trata-se de um momento de sobriedade, um momento no qual todos podemos nos concentrar tendo em mente o número de 4.000", afirmou Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, depois de uma bomba ter matado quatro soldados norte-americanos no Iraque, fazendo com que o número de baixas dos EUA atingisse a marca.

"O presidente sente cada uma das mortes profundamente e lamenta cada uma delas junto às famílias deles", disse Perino. "Ele, certamente, está entristecido neste momento, mas ele lamenta a perda de cada uma dessas vidas."

A 4.000a baixa norte-americana no Iraque ocorreu dias depois de Bush ter lembrado o aniversário de cinco anos da guerra e ter dito que os EUA encontravam-se no caminho para vencer o conflito.

Na segunda-feira, o presidente comandou um encontro do Conselho Nacional de Segurança, no qual receberia de Ryan Crocker, embaixador norte-americano no Iraque, e do general David Petraeus, comandante das forças dos EUA naquele país, informações mais detalhadas sobre a guerra.

Bush e seus assessores tentam decidir se continuam ou não a reduzir o número de soldados estacionados no Iraque depois de esse contingente ter sido ampliado no ano passado, uma manobra que, segundo o governo, diminuiu os níveis de violência no país.

Alguns especialistas acreditam ser necessário interromper a retirada dos soldados para que os EUA não percam os ganhos obtidos nos últimos meses.

As mortes que levaram o número de baixas norte-americanas no Iraque à marca das 4.000 ocorreram em um novo surto de violência, que incluiu o disparo de morteiros contra a "Zona Verde", uma área de segurança reforçada localizada em Bagdá.

Segundo Perino, Bush sente-se responsável por levar os EUA à guerra e também por garantir que o país a vença.

"Uma das coisas que ele ouve das famílias dos que caíram é que elas desejam que ele faça com que o país complete sua missão. E ele está comprometido a fazer isso", afirmou Perino. "Ele quer que essas pessoas estejam cientes de que o sacrifício delas não será em vão."