EUA pedem à Rússia que não reconheça separatismo georgiano

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 17:02 BRT
 

Por Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos pediram na segunda-feira à Rússia que não reconheça a independência de duas regiões separatistas da Geórgia e acusaram Moscou de descumprir o cessar-fogo ao manter tropas no país vizinho.

O presidente George W. Bush pediu a seu vice, Dick Cheney, que viaje à Geórgia no começo de setembro para demonstrar apoio ao país. Na mesma viagem, ele também visitará Ucrânia, Azerbaijão e Itália, informou a Casa Branca.

Rússia e Geórgia travaram uma breve guerra neste mês, quando Tbilisi enviou tropas para tentar recuperar o controle da Ossétia do Sul, uma região etnicamente diversa que desde 1992 já goza de autonomia sob a proteção de Moscou. O Kremlin reagiu enviando tropas que ocuparam não só a Ossétia do Sul como a Geórgia propriamente dita.

Na segunda-feira, o Parlamento russo aprovou uma resolução recomendando ao governo que reconheça a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, outra região separatista da Geórgia.

"Para nós, isso seria inaceitável", disse Robert Wood, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. "A Rússia precisa respeitar a independência territorial e a soberania da Geórgia".

Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca, declarou que "o status dessas duas regiões na Geórgia não é uma questão a ser decidida por um país, é uma questão para a comunidade internacional, por meio dos mecanismos das ONU". Fratto disse a jornalistas que a Rússia no passado concordava com esse princípio.

Moscou já retirou a maior parte das suas forças do centro e do oeste da Geórgia, e diz que os soldados restantes são forças de paz, destinadas a evitar a violência e proteger as províncias separatistas.

Mas a Geórgia e os governos ocidentais discordam do tamanho da "zona-tampão" que a Rússia estabeleceu em torno das regiões rebeldes, já que isso coloca os russos em posição privilegiada em relação a oleodutos e rotas comerciais georgianas.   Continuação...