Guerra do Iraque prejudica economia dos EUA, diz Obama

quinta-feira, 20 de março de 2008 20:02 BRT
 

Por Matthew Bigg

CHARLESTON, Estados Unidos (Reuters) - O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama disse na quinta-feira que os 500 bilhões de dólares já gastos na guerra do Iraque estão fazendo falta no crescimento do país, e tentou atribuir parte da culpa a seu rival republicano John McCain.

"Por quanto tempo mais vamos pedir às nossas famílias e às nossas comunidades para arcarem com o custo desta guerra?", questionou Obama em um discurso eleitoral.

Obama tenta transformar o descontentamento com a guerra em votos. Uma nova pesquisa Gallup mostra que sua rival Hillary Clinton voltou a liderar a disputa democrata, por 49 a 42 por cento. Na simulação para a eleição geral de novembro, McCain lidera contra Obama ou contra Hillary, tanto segundo o Gallup quanto segundo uma pesquisa Reuters/Zogby divulgada na quarta-feira.

Obama passou grande parte do discurso tentando vincular McCain ao presidente George W. Bush, e acusando o candidato republicano de desejar uma "ocupação permanente do Iraque", junto com vantagens fiscais também permanentes para os mais ricos.

"Não importa quais os custos, não importa quais as consequências, John McCain parece determinado a cumprir um terceiro mandato de Bush", afirmou o senador.

Jill Hazelbaker, assessora de comunicação de McCain, disse que Obama está mostrando que está errado a respeito da economia e da segurança nacional, pois oferece "as idéias cansadas do passado sobre impostos e gastos" e prega uma desocupação militar afobada.

"Ele abraçou uma política irresponsável de retirar nossas tropas do Iraque sem respeito pelas condições do terreno, o conselho dos nossos comandantes militares ou as consequências do fracasso, o que sua própria assessora considerou irrealista", afirmou, referindo-se a Samantha Power, que disse em entrevista que a retirada imediata seria apenas um "melhor cenário", mas que não necessariamente se cumpriria num governo Obama.

Essa mesma assessora se afastou por ter chamado Hillary de "monstro", e o senador ainda precisou enfrentar uma polêmica por causa de sermões radicais de um ex-pastor da igreja que ele freqüenta em Chicago.