China estimula fusão de teles para a 3a geração de celular

segunda-feira, 26 de maio de 2008 10:26 BRT
 

Por Vinicy Chan e Edmund Klamann

HONG KONG/XANGAI (Reuters) - A China concederá três licenças para serviços de telefonia móvel de alta velocidade de terceira geração (3G), e apelou por uma fusão entre a China Unicom e a Netcom, duas das quatro maiores operadoras de telecomunicações do país, em uma aguardada reestruturação do setor.

O governo anunciou no sábado que instruiria à China Telecom, a maior operadora de telefonia fixa do país, que adquirisse a rede CDMA da operadora de telefonia móvel Unicom, acrescentando mais detalhes sobre a reestruturação anunciada de forma sucinta na sexta-feira.

O ABN AMRO avaliou a rede da Unicom em 40 bilhões de dólares de Hong Kong (5,1 bilhões de dólares norte-americanos).

Os 1,3 bilhão de habitantes da China agora contarão com o acesso veloz em celular à Internet, jogos e conteúdo multimídia já disponíveis em economias mais avançadas.

As licenças de telefonia 3G e a reestruturação do setor devem gerar bilhões de dólares em investimento para as fabricantes de equipamentos para redes como a Ericsson, Motorola, Nokia, Nortel e Siemens, na medida em que as operadoras recém-fundidas se esforçam para disputar o mercado.

Ainda que os analistas digam que o lançamento de serviços 3G em larga escala ainda deve demorar anos na China, autorizar três operadoras nacionais propiciará mais escolhas e promete manter baixas as tarifas pagas pelos usuários.

Em nível empresarial, a decisão também ajudará a atender às queixas constantes das operadoras de telefonia fixa, que não querem ser excluídas do maior mercado mundial de telefonia móvel, e daquele que apresenta também o maior crescimento mundial, dizem analistas.

"A decisão ajudará a fomentar um terreno mais competitivo no setor e a criar um campo de jogo mais equilibrado e justo", disse Michael Meng, analista do Citigroup.

O anúncio do governo, no sábado, não estipulava prazo de implementação e não especificava se a reestruturação envolveria as operadoras estatais ou as holdings que as controlam.