October 8, 2008 / 9:04 PM / 9 years ago

Fogaça e Rosário aguardam decisão do PCdoB sobre segundo turno

4 Min, DE LEITURA

PORTO ALEGRE, 8 de outubro (Reuters) - José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) saíram em busca de adesões para a disputa do segundo turno das eleições municipais, mas ainda não tiveram a formalização de nenhum apoio. A decisão mais esperada, da terceira colocada Manuela D'Ávila, do PCdoB, deve passar por uma definição nacional do partido.

Em Porto Alegre, a disputa do segundo turno põe dois partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em confronto direto e faz com que o PCdoB seja pressionado por uma definição.

"Não temos um alinhamento automático com nenhum dos lados. Vamos ver o que é melhor para Porto Alegre", disse Clomar Porto, secretário de comunicação estadual do PCdoB, à Reuters.

A costura deve passar por uma reunião nacional do partido na qual, além do balanço sobre o desempenho nas eleições municipais de todo o país, será definida a tendência a ser seguida em cada município.

A definição dos partidos da coligação de Manuela (PCdoB/PPS/PSB) não deve sair antes do fim desta semana e não está afastada a hipótese de que sigam rumos diferentes em relação aos apoios para o segundo turno.

Para a recomposição da tradicional aliança PCdoB/PT deve pesar a relação dos partidos no governo federal, mas a equação pode ser dificultada pelas hostilidades da disputa na capital.

Além das farpas trocadas entre as duas candidatas que protagonizaram uma briga acirrada pela chance de ir ao segundo turno, Maria do Rosário tem reiterado publicamente sua repulsa por uma composição com o PPS. A afirmação tem sido considerada pela comunista como uma crítica pessoal. O PSB também tem manifestado desconforto com a recusa petista à adesão de seus aliados.

Fogaça é candidato à reeleição e venceu o primeiro turno com 346 mil votos (43 por cento), enquanto Maria do Rosário (PT) teve pouco mais de 179 mil votos (22 por cento). Para ganhar a eleição, a petista precisaria conquistar votos inclusive entre o eleitorado do adversário. Manuela ficou em terceiro lugar com 121 mil votos (15 por cento).

Antigos Aliados

Logo após o anúncio da vitória no primeiro turno, Fogaça saiu em busca de antigos aliados. Distribuiu elogios e lançou pontes para a reconquista de partidos como o PP e o PPS que, mesmo coligados com adversários, mantiveram seus cargos no governo municipal.

O apelo surtiu efeito e lideranças do PP já deram sinais positivos em relação à candidatura do atual prefeito. A decisão do PP pode pesar nas discussões do DEM, com quem se coligou em torno da candidatura do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) no primeiro turno.

Durante a campanha, Onyx foi um crítico contundente da administração de Fogaça, mas dificilmente vai aderir a uma candidatura petista. Ainda assim, seus eleitores devem ser assediados por Maria do Rosário que promete incorporar as propostas do adversário para o sistema de transporte da capital em seu programa de governo.

Para a difícil tarefa de virar o jogo e vencer a eleição, a petista prepara um relatório sobre os investimentos que deixaram de ser feitos pela atual gestão e aposta no que considera a "vontade de mudar" da maioria do eleitorado.

O discurso pode atrair os eleitores de Luciana Genro (PSOL). Luciana obteve 9 por cento dos votos no primeiro turno e declarou que não apoiará nenhum candidato.

Reportagem de Sinara Sandri, Edição de Mair Pena Neto

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