Fogaça e Rosário aguardam decisão do PCdoB sobre segundo turno

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 17:59 BRT
 

PORTO ALEGRE, 8 de outubro (Reuters) - José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) saíram em busca de adesões para a disputa do segundo turno das eleições municipais, mas ainda não tiveram a formalização de nenhum apoio. A decisão mais esperada, da terceira colocada Manuela D'Ávila, do PCdoB, deve passar por uma definição nacional do partido.

Em Porto Alegre, a disputa do segundo turno põe dois partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em confronto direto e faz com que o PCdoB seja pressionado por uma definição.

"Não temos um alinhamento automático com nenhum dos lados. Vamos ver o que é melhor para Porto Alegre", disse Clomar Porto, secretário de comunicação estadual do PCdoB, à Reuters.

A costura deve passar por uma reunião nacional do partido na qual, além do balanço sobre o desempenho nas eleições municipais de todo o país, será definida a tendência a ser seguida em cada município.

A definição dos partidos da coligação de Manuela (PCdoB/PPS/PSB) não deve sair antes do fim desta semana e não está afastada a hipótese de que sigam rumos diferentes em relação aos apoios para o segundo turno.

Para a recomposição da tradicional aliança PCdoB/PT deve pesar a relação dos partidos no governo federal, mas a equação pode ser dificultada pelas hostilidades da disputa na capital.

Além das farpas trocadas entre as duas candidatas que protagonizaram uma briga acirrada pela chance de ir ao segundo turno, Maria do Rosário tem reiterado publicamente sua repulsa por uma composição com o PPS. A afirmação tem sido considerada pela comunista como uma crítica pessoal. O PSB também tem manifestado desconforto com a recusa petista à adesão de seus aliados.

Fogaça é candidato à reeleição e venceu o primeiro turno com 346 mil votos (43 por cento), enquanto Maria do Rosário (PT) teve pouco mais de 179 mil votos (22 por cento). Para ganhar a eleição, a petista precisaria conquistar votos inclusive entre o eleitorado do adversário. Manuela ficou em terceiro lugar com 121 mil votos (15 por cento).

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