Frota da aviação geral cresce,mas está longe do patamar de 1993

quarta-feira, 13 de agosto de 2008 14:06 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A frota da aviação geral brasileira voltou a crescer em 2007, mas ainda está longe do patamar de 1993, melhor ano para o setor nos últimos 15, quando teve uma elevação de 3,5 por cento sobre o ano anterior.

O segmento viveu seu pior ano em 2003, quando o dólar chegou a 4 reais, e a frota praticamente não cresceu. Em 2007, entretanto, retomou a rota de crescimento com perto de 2,5 por cento de elevação.

De acordo com Rui Thomaz de Aquino, presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), "o setor deve continuar a crescer 2,5 por cento ao ano" pelos próximos exercícios.

Ele lembrou que a atual frota brasileira, com 10.562 aeronaves, é a segunda maior do mundo, depois apenas da dos Estados Unidos, mas esta última tem hoje algo como 230 mil aeronaves, o que coloca o Brasil em um distante segundo lugar.

Segundo dados apresentados nesta quarta-feira pela Abag, 75 por cento da frota têm mais de 15 anos de vida, período em que "o custo da manutenção passa a ser alto e a tecnologia já é muito antiga", o que, na sua avaliação, exigiria uma renovação.

Na aviação executiva, entretanto, a situação é outra, de acordo com os dados da Abag. Nesse segmento, 52 por cento dos jatos e 66 por cento dos helicópteros têm menos de 15 anos.

A aviação executiva cresceu perto de 5 por cento em 2007 e, pelo volume de aeronaves contratadas, deverá alcançar 10 por cento de crescimento anual nos próximos cinco anos, de acordo com o executivo.

Entre as 10,5 mil aeronaves da aviação geral estão 6,7 mil monomotores, 1,8 mil bimotores, 633 turboélices, 308 jatos e 1.087 helicópteros.

A frota de helicópteros teve um aumento de 160 por cento nos últimos 15 anos. Da frota de 1.087, 400 estão em São Paulo, cidade que só perde para Nova York em número desse tipo de veículo em todo o mundo.

Os dados foram apresentados durante a abertura da Latin American Business Aviation & Exhibition (Labace 2008).

(Por Taís Fuoco, Edição de Vanessa Stelzer)