December 14, 2007 / 6:10 PM / in 10 years

Quatro regiões da Bolívia preparam autonomia e desafiam Morales

3 Min, DE LEITURA

<p>Autoridades e outros l&iacute;deres c&iacute;vicos votam durante sess&atilde;o sobre 'Estatuto da Autonomia' em Santa Cruz, na Bol&iacute;via. Os governadores oposicionistas de quatro Departamentos bolivianos confirmaram na sexta-feira sua decis&atilde;o de proclamar no s&aacute;bado a autonomia de suas regi&otilde;es, desafiando o governo de Evo Morales, que chamou a atitude de ilegal e de amea&ccedil;a &agrave; unidade nacional. Photo by Carlos Hugo Vaca</p>

Por Carlos Alberto Quiroga

LA PAZ (Reuters) - Os governadores oposicionistas de quatro Departamentos bolivianos confirmaram na sexta-feira sua decisão de proclamar no sábado a autonomia de suas regiões, desafiando o governo de Evo Morales, que chamou a atitude de ilegal e de ameaça à unidade nacional.

A apresentação dos estatutos de autonomia dos Departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando será o ponto alto da resistência das autoridades dessas regiões à nova Constituição, aprovada no domingo passado pela Assembléia Constituinte.

A nova Carta quer dar mais poder à maioria indígena do país e aprofundar a nacionalização dos recursos naturais, o que desagrada à oposição e à elite.

Morales, grande aliado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, manteve-se firme em sua posição e convocou uma passeata indígena e sindical para sábado em La Paz, para comemorar a nova Constituição -- que ainda precisa passar por dois referendos nacionais antes de entrar em vigor.

"Respeitamos todas as mobilizações que estejam dentro das leis e da Constituição, incluindo as que defendem um estatuto autônomo inconstitucional, e queremos mandar uma mensagem de paz, de tranquilidade", disse em tom conciliador Alex Contreras, porta-voz do governo.

Contreras reforçou a repórteres o convite do presidente para o diálogo com as regiões, algo que parecia pouco provável, em meio à intensa troca de farpas.

Líderes de Santa Cruz, motor econômico do país e reduto da direita opositora, denunciaram supostos planos da imposição de um estado de emergência, rumor que voltou a ser negado pelo governo.

Brasil e Argentina acompanham de perto o conflito boliviano, já que dependem da exportação de gás natural da Bolívia.

O governo de Morales já afirmou que os latifundiários só querem a autonomia regional para proteger seus interesses.

"Na nova Constituição as autonomias estão totalmente garantidas ... mas na unidade do país ninguém mexe, a unidade do país não se discute, pela unidade do país não há nenhum referendo", afirmou Morales.

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