Setor imobiliário dos EUA é o pior desde a Depressão, diz banco

quinta-feira, 15 de novembro de 2007 18:42 BRST
 

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - O banco Wells Fargo & Co, que conseguiu escapar quase ileso dos problemas de crédito e liquidez dos últimos meses, acredita que a situação do crédito imobiliário nos EUA é a pior desde a Grande Depressão e que a crise está longe de terminar.

O presidente-executivo da empresa, John Stumpf, disse na quinta-feira que seu banco, o quinto maior dos EUA, mas segundo colocado em concessão de crédito imobiliário, "não é imune" aos problemas, mas está bem posicionado para enfrentá-los, apesar da expectativa de prejuízos "elevados" na carteira de crédito imobiliário em 2008.

Ele disse ainda que o banco tem exposição "mínima" aos títulos vinculados a obrigações colateralizadas.

"Não víamos um declínio nacional no setor imobiliário desse jeito desde a Grande Depressão", disse Stumpf em uma conferência financeira promovida pelo Merrill Lynch em Nova York.

"Não acho que estejamos no nono 'inning' (último 'tempo' do beisebol) para resolver isso. Se estivermos, é um jogo com prorrogação", afirmou.

Na bolsa de Nova York, as ações da Wells Fargo caíam 3,4 por cento.

Horas antes das declarações de Stumpf, o Barclays Plc anunciou uma baixa contábil de 1,3 bilhão de libras (2,7 bilhões de dólares) devido a prejuízos em papéis vinculados a empréstimos imobiliários de risco (subprime) nos EUA.

Outros bancos anunciaram baixas contábeis de até 1 bilhão de dólares neste mês, como o Bank of America Corp, o Bear Stearns Cos, o Citigroup Inc o HSBC Holdings Plc, o Morgan Stanley e o Wachovia Corp . A Merrill Lynch & Co e a Washington Mutual Inc também tiveram prejuízos por causa da crise no setor imobiliário.   Continuação...