Protestos matam pelo menos 13 no Quênia

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008 17:55 BRST
 

Por Nick Tattersall e Barry Moody

NAIRÓBI (Reuters) - Pelo menos 13 pessoas morreram na sexta-feira no Quênia durante confrontos étnicos e manifestações contra o presidente Mwai Kibaki.

O pior incidente aconteceu na favela de Kibera, em Nairóbi, um reduto da oposição onde pelo menos sete pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas por disparos de armas automáticas da polícia. A entidade Médicos Sem-Fronteira qualificou a situação como "massacre".

A polícia também fez disparos e usou gás lacrimogêneo na cidade portuária de Mombaça, onde uma pessoa foi morta depois das preces islâmicas de sexta-feira, e em Narok, no sul.

Este foi o mais violento dos três dias de protestos convocados pela oposição para esta semana para protestar contra a reeleição de Kibaki, em 27 de dezembro, marcada por suspeitas de fraude.

Desde o início da crise, cerca de 650 pessoas foram mortas, sendo pelo menos 21 nas manifestações desta semana.

A oposição e grupos de direitos humanos acusam a polícia de usar força excessiva contra manifestantes desarmados. As autoridades dizem que só atiram em desordeiros e saqueadores.

Jornalistas da Reuters contaram sete mortos depois do incidente em Kibera, inclusive um homem que teve a parte de trás da cabeça arrancada e uma menina de 15 anos, chamada Rosina Otieno. "Se eles podem matar uma menininha, que matem todo mundo", disse a tia dela, Martha Mtishi, à Reuters.

Pelo menos 11 feridos foram hospitalizados. "Precisamos de mais médicos, porque não podemos lidar com uma emergência desta magnitude", disse o administrador hospitalar Joe Momanyi.   Continuação...