Paquistão diz que Al Qaeda está por trás de morte de ex-premiê

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 15:58 BRST
 

ISLAMABAD (Reuters) - O Paquistão possui interceptações da inteligência que indicam que a Al Qaeda foi a responsável pelo assassinato da líder da oposição, a ex-premiê Benazir Bhutto, disse na sexta-feira o Ministério do Interior.

A ex-premiê foi morta num ataque a tiros e a bomba quando deixava um comício na cidade de Rawalpindi, na quinta-feira, mergulhando o Paquistão em uma das crises mais graves de seus 60 anos de história.

"Temos interceptações de inteligência indicando que o líder da Al Qaeda Baitullah Mehsud está por trás do assassinato dela", disse Javed Iqbal Cheema, porta-voz do ministério, numa entrevista coletiva.

Mehsud é um dos líderes militantes mais procurados no Paquistão e opera a partir da região do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão.

Cheema disse que as autoridades gravaram uma interceptação na manhã de sexta-feira em que Mehsud cumprimentava seu pessoal pela execução do ataque.

Ele também disse que Mehsud foi o mentor do ataque suicida a bomba contra Benazir Bhutto que matou 140 pessoas em Karachi em outubro, horas depois de ela ter voltado ao país após oito anos de exílio.

Cheema afirmou que a ex-premiê não foi atingida por tiros nem por estilhaços da bomba. Segundo ela, o que a matou foi a força da explosão, que fez com que a cabeça dela se chocasse contra uma alavanca no teto solar de seu veículo.

O suicida atacou quando Bhutto deixava o comício e se levantou do carro pelo teto solar para acenar para seus simpatizantes. O veículo era blindado.

Três tiros foram disparados, e a explosão aconteceu quando a ex-premiê já estava tentando se proteger dentro do carro. O impacto da cabeça dela contra a alavanca do teto solar fraturou seu crânio e a matou, disse ele.   Continuação...

 
<p>O Paquist&atilde;o possui intercepta&ccedil;&otilde;es da intelig&ecirc;ncia que indicam que a Al Qaeda foi a respons&aacute;vel pelo assassinato da l&iacute;der da oposi&ccedil;&atilde;o, a ex-premi&ecirc; Benazir Bhutto. Apoiadores de Bhutto choram em frente ao Parlamento, em Islamabad, 28 de dezembro. Photo by Faisal Mahmood</p>