Sindicatos franceses fazem demonstração de força no 1o de Maio

quinta-feira, 1 de maio de 2008 16:31 BRT
 

PARIS (Reuters) - Milhares de trabalhadores participaram das celebrações do 1o de Maio na França, em uma demonstração de força para as manifestações que devem ocorrer neste mês contra reformas da previdência e cortes de vagas no serviço público.

Os organizadores disseram ter reunido quase 30 mil pessoas em Paris, embora a polícia tenha dito que foram 15 mil. Havia claramente mais gente do que há um ano.

Bernard Thibault, presidente da influente central CGT, disse à rádio France Info que a presença popular indica um bom comparecimento também nas manifestações programadas para os dias 15 e 22.

"Há mais manifestações, são maiores que há um ano, (os trabalhadores) também estão mais unidos, são mais jovens que há um ano...o que me leva a crer que os outros compromissos de maio, nos dias 15 e 22, a respeito do futuro da aposentadoria, também terão uma forte mobilização", afirmou.

As tradicionais manifestações de maio desta vez servirão de teste ao empenho reformista do presidente Nicolas Sarkozy, que, depois de um ano no cargo, enfrenta uma baixíssima popularidade.

O ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, encontrou-se com dirigentes sindicais para discutir o projeto que eleva de 40 para 41 anos o tempo de contribuição à previdência para que um trabalhador se aposente com os rendimentos integrais.

Os sindicatos não se entendem totalmente a respeito, mas na quinta-feira tentaram demonstrar unidade. Pela primeira vez em cinco anos, a CGT e a CFDT, mais moderada, realizaram uma manifestação conjunta.

Professores e outros servidores públicos devem fazer greve no dia 15 contra a proposta de deixar de substituir metade dos servidores públicos que se aposentarem.

Já a manifestação do dia 22 é contra a reforma previdenciária e o custo de vida.

Sarkozy diz que a França precisa apertar o cinto e fazer reformas para cumprir sua meta de que até 2012 o déficit público seja eliminado. Em 2007, o déficit foi de 2,7 por cento do PIB.

(Por François Murphy, Antony Paone e Pascal Lietout)