Tempestade Gustav estaciona sobre Haiti, mas ainda ameaça golfo

quarta-feira, 27 de agosto de 2008 12:33 BRT
 

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - A tempestade tropical Gustav perdeu força e estacionou sobre o Haiti na quarta-feira, despejando uma quantidade torrencial de chuva sobre o país.

Mas meteorologistas avisaram que a formação ainda pode transformar-se em um furacão potencialmente perigoso e atingir a área de extração de petróleo do Golfo do México.

A sétima tempestade da temporada de furacões do Atlântico em 2008 passava por um ponto localizado 150 quilômetros a oeste da capital do Haiti, Porto Príncipe, às 8h (9h em Brasília), depois de ter saído do mar como um furacão no dia anterior, perto da cidade de Jacmel (sul).

O Gustav avançava lentamente, o que significa uma grande infelicidade para o Haiti, cujas encostas desmatadas provocam deslizamentos de terra desastrosos quanto atingidas por chuvas fortes, afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC), um órgão dos EUA.

Ao menos duas pessoas foram mortas na terça-feira em um deslizamento ocorrido ali. Na vizinha República Dominicana, oito pessoas --sete da mesma família-- foram enterradas vivas quando a encosta de um morro desabou, em uma área localizada ao norte de Santo Domingo.

A tempestade deve começar a avançar novamente rumo a oeste, para as águas quentes do sul de Cuba, onde ganharia força mais uma vez antes de ingressar no Golfo do México, tornando-se o primeiro grande furacão a ameaçar as instalações de gás e petróleo dos EUA desde o Wilma, em 2005, disseram meteorologistas.

Os grandes furacões são aqueles classificados como de Categoria 3 ou mais na escala de intensidade Saffir-Simpson (que possui cinco níveis). A possibilidade de uma grande tempestade chegar ao Golfo do México, onde os EUA produzem 25 por cento de seu petróleo e 15 por cento de seu gás natural, provocou instabilidade nos mercados de energia.

Os furacões Katrina e Rita eram ambos de Categoria 5 quando ingressaram no Golfo em 2005, diminuindo em um quarto a produção norte-americana de petróleo e gás ao danificar plataformas e provocar o rompimento de oleodutos.

O Katrina ainda saiu do mar para destruir Nova Orleans e matar 1.500 pessoas na região dos EUA banhada pelo golfo.

 
<p>Mulher caminha em maio a enxurrada causada pelo furac&atilde;o Gustav, em Porto Pr&iacute;ncipe, dia 26 de agosto. A tempestade tropical Gustav perdeu for&ccedil;a e estacionou sobre o Haiti na quarta-feira, despejando uma quantidade torrencial de chuva sobre o pa&iacute;s. Photo by Reuters</p>