Pentágono rejeita relatório e se diz pronto para ataque interno

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 22:15 BRST
 

Por Kristin Roberts

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono reiterou na sexta-feira que está preparado para reagir a um ataque com armas de destruição em massa em território norte-americano, rejeitando assim a crítica de uma comissão independente criada pelo Congresso.

Mas as autoridades admitiram sua insatisfação com os preparativos para alguns dos 15 cenários catastróficos para os quais o governo deveria se precaver, como um ataque nuclear ou uma série de ataques com armas químicas em vários pontos do país.

Paul McHale, secretário-assistente de Defesa para questões de segurança doméstica, disse que os planos para essas contingências serão melhorados neste ano. "Estamos preparados para reagir. Mas não estamos preparados para reagir com a rapidez, a eficiência e a eficácia que pretendemos alcançar."

Ele disse que há planos detalhados contra um grande furacão ou a uma pandemia de gripe, bem como para operações bélicas.

Mas quando se trata de reagir a um ataque nuclear, a uma série de bombas "sujas" (com radiação) ou à difusão do antraz sob a forma de aerossol e de armas químicas por todo o país, então os atuais planos são realmente inadequados, disse McHale.

"Essa é uma admissão franca, uma admissão direta de que não estamos onde deveríamos estar", afirmou ele.

No entanto, o secretário-assistente rejeitou as críticas feitas na quinta-feira pela Comissão sobre a Guarda e a Reserva Nacionais, presidida pelo general da reserva Arnold Punaro.

Punaro qualificou como "totalmente inaceitáveis" os planos contra um ataque interno, e a comissão se disse especialmente preocupada com a "assustadora" falta de soldados treinados para essa situação.   Continuação...