2 de Fevereiro de 2008 / às 00:16 / 10 anos atrás

Pentágono rejeita relatório e se diz pronto para ataque interno

Por Kristin Roberts

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono reiterou na sexta-feira que está preparado para reagir a um ataque com armas de destruição em massa em território norte-americano, rejeitando assim a crítica de uma comissão independente criada pelo Congresso.

Mas as autoridades admitiram sua insatisfação com os preparativos para alguns dos 15 cenários catastróficos para os quais o governo deveria se precaver, como um ataque nuclear ou uma série de ataques com armas químicas em vários pontos do país.

Paul McHale, secretário-assistente de Defesa para questões de segurança doméstica, disse que os planos para essas contingências serão melhorados neste ano. “Estamos preparados para reagir. Mas não estamos preparados para reagir com a rapidez, a eficiência e a eficácia que pretendemos alcançar.”

Ele disse que há planos detalhados contra um grande furacão ou a uma pandemia de gripe, bem como para operações bélicas.

Mas quando se trata de reagir a um ataque nuclear, a uma série de bombas “sujas” (com radiação) ou à difusão do antraz sob a forma de aerossol e de armas químicas por todo o país, então os atuais planos são realmente inadequados, disse McHale.

“Essa é uma admissão franca, uma admissão direta de que não estamos onde deveríamos estar”, afirmou ele.

No entanto, o secretário-assistente rejeitou as críticas feitas na quinta-feira pela Comissão sobre a Guarda e a Reserva Nacionais, presidida pelo general da reserva Arnold Punaro.

Punaro qualificou como “totalmente inaceitáveis” os planos contra um ataque interno, e a comissão se disse especialmente preocupada com a “assustadora” falta de soldados treinados para essa situação.

McHale disse que o Pentágono concorda com algumas propostas da comissão --inclusive sobre a liderança da Guarda Nacional nesses cenários--, mas disse que há elementos centrais do relatório que foram distorcidos.

A Guarda Nacional é uma força com soldados de “meio período”, com mandato para servir como defesa civil em caso de emergência, sob o comando dos governos estaduais, ou para lutar no exterior, sob a esfera federal.

O Pentágono mandou milhares de soldados da Guarda Nacional para o Iraque e o Afeganistão, o que permitiu, segundo o relatório entregue ao Congresso, que os EUA travassem duas guerras simultâneas sem recorrer ao alistamento obrigatório.

O governo rejeitou a proposta da comissão para que a Guarda Nacional se dedique integralmente à segurança doméstica, deixando os combates no exterior para as forças regulares.

O general Steven Blum, comandante da Guarda, disse que se isso acontecesse as forças regulares precisariam ser aumentadas em cerca de 30 por cento e possivelmente não seria possível manter o alistamento exclusivamente voluntário.

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