Consumidor dos EUA corta supérfluos e varejistas demitem

domingo, 6 de abril de 2008 17:01 BRT
 

Por Brad Dorfman

CHICAGO (Reuters) - Da Ann Taylor à Sears e à Wilsons The Leather Experts, parece que a única coisa que os grandes varejistas dos Estados Unidos estão tirando das lojas são empregos.

Desde o começo de 2008, eles eliminaram 75.000 postos de trabalho de acordo com dados do Departamento do Trabalho divulgados na sexta-feira.

O que é pior para a economia norte-americana é que os cortes aparentemente não são apenas uma reação às baixas vendas, mas também um sinal de que os varejistas não esperam uma melhora tão cedo, dizem analistas.

"Da maneira como eles passaram os últimos dois ou três trimestres, estão começando a se dar conta de que não há uma luz à vista", afirmou Wendy Liebmann, executiva-chefe da empresa de consultoria WSL Strategies.

Varejistas normalmente cortam empregos no primeiro trimestre após as vendas de fim de ano. Mas a Agência de Estatísticas do Trabalho tenta considerar tais flutuações sazonais.

Mesmo com a Páscoa mais cedo neste ano tendo modificado os dados, a tendência permanece negativa, afirmou Michael Niemira, economista-chefe do Conselho Internacional dos Shopping Centers. "É um ambiente difícil para todos os varejistas."

O corte de postos de trabalho no varejo no primeiro trimestre é o maior em cinco anos. Os varejistas foram afetados uma vez que os consumidores sofreram com o preço mais alto dos combustíveis, a queda do valor dos imóveis, o crédito mais difícil e a preocupação sobre a estabilidade em seus empregos.

"O que estamos vendo hoje é um consumidor que não está comprando praticamente nada, a não ser que seja um item indispensável", afirmou Britt Beemer, presidente do America's Research Group.   Continuação...