August 17, 2008 / 4:46 PM / 9 years ago

Israel libertará prisioneiros em gesto de boa vontade a Abbas

4 Min, DE LEITURA

Por Avida Landau

JERUSALÉM, 17 de agosto(Reuters) - O gabinete israelense concordou no domingo em libertar 200 prisioneiros palestinos, incluindo dois presos há 30 anos por ataques contra israelenses, como gesto de boa vontade para com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disseram representantes do governo.

Um assessor de Abbas, Nabil Abu Rdainah, descreveu a iniciativa como "um passo na direção certa" no momento em que Israel e os palestinos buscam até janeiro chegar a um acordo para a criação de um Estado palestino, em conversações apoiadas pelos EUA, mas disse que "milhares, não centenas" de prisioneiros deveriam ser libertados.

Israel tem cerca de 11 mil palestinos em suas prisões, e a libertação deles é uma questão de grande importância para os palestinos.

Um porta-voz do primeiro-ministro Ehud Olmert disse que o gabinete aprovou a libertação de cerca de 200 prisioneiros palestinos como medida que visa fortalecer a confiança para apoiar o diálogo israelo-palestino e fortalecer os moderados.

Um funcionário do governo disse que a soltura dos prisioneiros acontecerá por volta de 25 de agosto, antes do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

A lista dos prisioneiros a serem libertados ainda não foi finalizada, mas deve incluir prisioneiros detidos há anos, além de dois prisioneiros envolvidos em ataques a israelenses antes do acordo de paz de Oslo de 1993.

Envolvido em um escândalo de corrupção, Olmert prometeu usar o tempo que ainda tem no cargo para levar adiante os esforços para chegar a um acordo de paz com Abbas. O premiê israelense anunciou que vai renunciar ao cargo assim que seu partido, o Kadima, escolher um novo líder, em setembro.

Abbas foi enfraquecido pela tomada da Faixa de Gaza pelo Hamas no ano passado, e seus esforços para fechar um acordo com Olmert têm sido prejudicados pela violência e a ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.

Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, pediu que prisioneiros de seu grupo sejam incluídos entre os libertados. Ele disse que a libertação de apenas membros do Fatah, a facção de Mahmoud Abbas, representaria "uma tentativa de fortalecer as divisões internas dos palestinos".

A chanceler israelense Tzipi Livni, principal candidata à sucessão de Olmert no Kadima, disse que a libertação mostra aos palestinos que é o diálogo, e não a violência, traz os melhores resultados.

De acordo com autoridades palestinas, Abbas pediu que o grupo de libertados inclua Said Atabeh, membro da Frente Democrática para a Libertação da Palestina que está preso desde 1977 e é o prisioneiro palestino encarcerado há mais tempo em Israel.

Após a retomada das negociações de paz em novembro passado, em Annapolis, Maryland, Israel libertou 429 palestinos.

Meses de reuniões acompanhadas de perto pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, têm trazido poucos resultados visíveis em questões-chaves como o controle de Jerusalém e o futuro de milhões de refugiados palestinos.

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