Benin defende presença de africanos pobres em cúpula do G20

domingo, 26 de outubro de 2008 13:43 BRST
 

COTONOU, 26 de outubro (Reuters) - Os países africanos pobres deveriam ser convidados para a cúpula internacional sobre a crise financeira global marcada para novembro, disse no fim de semana o presidente do Benin.

Ministros da área financeira e diretores de bancos centrais do G20, o grupo de países industrializados e em desenvolvimento, pretendem reunir-se no Brasil entre 7 e 9 de novembro para discutir a reforma da regulamentação financeira global.

A África do Sul, maior economia do continente mais pobre do mundo, é o único país africano a integrar o G20.

"Saudamos essa iniciativa de incluir a África, mas observamos que ela exclui os países mais pobres, que são vítimas do sistema atual", disse o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, numa reunião sobre governança africana realizada no sábado em Cotonou, a maior cidade do Benin.

"A Europa está coordenando sua ação; Europa e Ásia estão coordenando sua ação, mas a África não está. Ela nem sequer é consultada", disse Yayi, cujas declarações foram transmitidas no domingo pela Radio France International.

O G20 inclui o Grupo dos Sete países mais industrializados, ao lado de países em desenvolvimento como Brasil, China, Índia e Coréia do Sul.

Numa reunião em Washington 15 dias atrás, o G20 concordou em remodelar a instituição para torná-la mais ágil na resposta à pior crise financeira desde a década de 1930.

A reunião marcada para novembro em São Paulo visa deitar as bases para uma cúpula que terá lugar em Washington, em 15 de novembro, para discutir as melhores maneiras de prevenir uma repetição do derretimento que vem tragando instituições financeiras nos EUA e na Europa nas últimas semanas e que se espalhou para os maiores países em desenvolvimento.