16 de Setembro de 2008 / às 12:13 / 9 anos atrás

Bush visitará Texas para vistoriar trabalhos de ajuda pós-Ike

<p>Bush visitar&aacute; Texas para vistoriar trabalhos de ajuda &agrave;s v&iacute;timas do furac&atilde;o Ike. Photo by Kevin LamarqueKevin Lamarque (UNITED STATES)</p>

Por Ed Stoddard

HOUSTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai vistoriar na terça-feira áreas do Texas afetadas pelo furacão Ike, enquanto as instalações energéticas de Houston e outras regiões tentam se recuperar da devastação.

Milhões de pessoas continuam sem energia no Estado, e a cidade de Galveston, que fica numa ilha, foi declarada inabitável. Há relatos de 27 mortes nos EUA por causa do Ike, que chegou à costa no sábado e avançou para o interior.

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) prometeu distribuir 7,5 milhões de refeições, 19,8 milhões de litros de água e 8,7 milhões de quilos de gelo nos próximos dias.

Pela sua força, até que o Ike causou poucos estragos nas refinarias da costa sul dos EUA. As empresas se preparam para retomar as atividades em 14 instalações do Texas e da Louisiana que tiveram de parar por causa do furacão, segundo o Departamento de Energia.

Bush ainda tenta recuperar sua imagem da péssima impressão deixada pelos trabalhos de resgate depois do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005 e matou cerca de 1.800 pessoas nos EUA.

"Pretendo descer", disse Bush, que fez carreira no Texas, sobre a visita. "Queremos ouvir relatos do pessoal local, sabe? Minha mensagem será de que ouvimos vocês e vamos trabalhar o mais rápido e duro que pudermos para lhes ajudar a normalizar suas vidas."

A ajuda está chegando às vítimas, mas em algumas áreas mais afetadas, como Galveston, ela é pouco visível.

"A Fema não apareceu, ninguém", disse a aposentada deficiente Vivian Matthews, que passou dois dias ilhada num apartamento inundado. "Eles não estão nem aí se vivemos ou morremos."

As autoridades ordenaram que os cerca de 15 a 20 mil moradores que restavam em Galveston deixassem a cidade, onde há escassez de água e comida, falta de energia e risco de epidemias.

"Não conseguimos acomodar as pessoas que estão ficando doentes", disse Steven LeBlanc, chefe da defesa civil local. "Há potencial para uma crise sanitária", alertou. "A moral da história é: Galveston não consegue acomodar sua população de forma segura."

Há registro de quatro mortes na cidade, onde ocorreu a pior tragédia climática na história dos EUA --um furacão que matou mais de 8.000 pessoas em 1900.

As autoridades disseram também que uma pessoa morreu em Pasadena, um subúrbio de Houston.

Reportagem adicional de Erwin Seba, Chris Baltimore, Anna Driver, Eileen O'Grady e Bruce Nichols em Houston e Tim Gaynor em Galveston

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below