Poloneses votam em eleição parlamentar antecipada

domingo, 21 de outubro de 2007 13:25 BRST
 

Por Chris Borowski

VARSÓVIA (Reuters) - Os poloneses foram às urnas no domingo para votar numa eleição parlamentar antecipada que pode enfraquecer o domínio dos conservadores gêmeos Kaczynski e conduzir a um governo mais favorável à UE e disposto a acelerar as reformas econômicas.

Pesquisas de opinião sugerem que a Plataforma Cívica, partido de oposição de centro-direita, irá atrair a maioria dos votos.

Mas tudo indica que nenhum partido terá uma vitória decisiva, o que pode levar a negociações para a formação de uma coalizão no maior país ex-comunista da UE. A eleição foi convocada com antecedência de dois anos, depois de a última coalizão cair em função de uma investigação de corrupção.

A Plataforma tem planos para reconstruir as relações com aliados da UE, enfraquecidas sob a égide dos irmãos nacionalistas. Ela também pretende retirar as tropas polonesas da força liderada pelos EUA no Iraque.

Pesquisas de opinião apontam para uma vantagem de 4 a 17 pontos percentuais para a Plataforma em relação ao governista Partido da Lei e da Justiça, atribuindo até 47 por cento das intenções de voto ao partido oposicionista.

O índice de comparecimento de eleitores às urnas é visto como crucial e às 10h30 (06h30 em Brasília) estava em 8,4 por cento, quase um quarto mais que na última eleição em 2005, na qual o baixo índice de participação dos eleitores --apenas 40 por cento-- foi visto como tendo favorecido os Kaczynski.

O partido dos irmãos Kaczynski, de 58 anos --o primeiro-ministro Jaroslaw e o presidente Lech- governa a Polônia, país de 38 milhões de habitantes, há dois anos em meio à prosperidade crescente, mas a turbulências políticas constantes.

Os Kaczynski se envolveram em disputas repetidas com parceiros da UE e causaram tensão nas relações da Polônia com a Alemanha e a Rússia. A oposição também acusa os irmãos de focarem o combate à corrupção em lugar de reformar a economia.   Continuação...

 
<p>Eleitores poloneses votam em embaixada em Londres, 21 de outubro. Photo by Luke Macgregor</p>