Relatório da ONU cobra mais empenho na escolarização mundial

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 18:35 BRST
 

Por Claudia Parsons

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O número de crianças fora da escola diminuiu 25 por cento entre 1999 e 2005, para 72 milhões, mas ainda é preciso muito empenho para cumprir a meta de matrícula universal até 2015, segundo um relatório divulgado na quinta-feira pela Organização das Nações Unidas.

O texto da Unesco (agência da ONU para educação e cultura) aponta progressos em relação à meta adotada em 2000 --uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, contra a pobreza extrema.

A taxa de matrícula na educação primária aumentou 36 por cento na África Sub-Saariana e 22 por cento no Sul e Oeste da Ásia entre 1999 e 2005, em grande parte graças à abolição da cobrança em 14 países.

Em nível mundial, o número de crianças fora das escolas caiu de 96 milhões para 72 milhões nesse período, enquanto a proporção de crianças matriculadas subiu de 83 para 87 por cento, segundo a Unesco.

O Brasil, sozinho, era responsável por cerca de 20 por cento das crianças fora da escola na América Latina e no Caribe em 2005, segundo o estudo.

O relatório destacou, porém, os programas destinados à zona rural do país e a redução do número de adultos analfabetos. "Desde 2003 o Brasil faz da alfabetização dos adultos uma alta prioridade política ao expandir os programas educacionais para jovens e adultos", afirma o texto da Unesco.

Ainda assim, o relatório aponta o Brasil como um dos 10 países do mundo com mais de 10 milhões de analfabetos, o que representa cerca de 11 por cento da população adulta do país. Os gastos públicos com a educação subiram mais de 5 por cento por ano na África Sub-Saariana e no Sul e Oeste da Ásia, as regiões onde há maior defasagem educacional.

Os principais desafios, segundo o relatório, são matricular as crianças mais vulneráveis e marginalizadas, melhorar a qualidade do ensino, reduzir o absenteísmo e estimular a ajuda dos países ricos.   Continuação...