Israel amplia ameaças de invadir a Faixa de Gaza

terça-feira, 30 de outubro de 2007 23:22 BRST
 

Por Dan Williams

JERUSALÉM (Reuters) - Israel ampliou na terça-feira sua ameaça de invadir a Faixa de Gaza em resposta aos disparos de foguetes palestinos, já que a proposta de reduzir o fornecimento de energia esbarrou em objeções de juristas e potências estrangeiras.

Desde que desocupou Gaza, em 2005, Israel realiza incursões terrestres e aéreas regulares contra os responsáveis pelos foguetes, que nem por isso deixaram de cair em território israelense.

Duas operações desse tipo na terça-feira mataram pelo menos quatro policiais do grupo islâmico Hamas, que controla a região desde junho, e feriram seis civis palestinos.

"Cada dia que passa nos deixa mais perto de uma ampla operação em Gaza", disse o ministro israelense de Defesa, Ehud Barak, a jornalistas. "Não estamos ansiosos por isso e ficaríamos felizes se as circunstâncias evitassem."

Israel, que controla as entradas da Faixa de Gaza, começou nesta semana a reduzir a quantidade de combustível enviada à região e queria diminuir também o fornecimento de eletricidade, mas essa medida foi adiada, já que ONU e União Européia pediram a Israel que não imponha essa "punição coletiva" aos 1,5 milhão de moradores de Gaza, o que seria uma violação do direito internacional.

O procurador-geral de Israel também é contra o corte na eletricidade, por razões humanitárias.

A Grã-Bretanha se diz "profundamente preocupada" com relatos de que Israel havia reduzido o fornecimento de combustível e cogitava cortes elétricos.

"Continuamos firmemente comprometidos com a segurança de Israel e reconhecemos seu direito de agir em autodefesa. Mas medidas tomadas por Israel em resposta a extremistas violentos devem ser consistentes com o direito humanitário internacional e não causar sofrimento a civis inocentes", disseram o chanceler David Miliband e o secretário de Desenvolvimento Internacional, Douglas Alexander, em nota divulgada em Londres.

(Colaborou Nidal al-Mughrabi em Gaza e Ari Rabinovitch e Adam Entous em Jerusalém)