20 de Fevereiro de 2008 / às 00:25 / em 9 anos

ENTREVISTA-EUA pedem libertação de presos políticos cubanos

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - Libertar os presos políticos seria o primeiro passo para sinalizar futuras mudanças políticas em Cuba depois da renúncia do presidente Fidel Castro, mas isso não bastaria para que Washington revisse sua política com relação a Havana, disse na terça-feira o secretário norte-americano de Comércio, Carlos Gutierrez.

Em entrevista à Reuters, ele disse que o embargo econômico à ilha só vai acabar quando o regime cubano der passos claros rumo à democratização.

"Libertar os presos políticos é algo necessário, é algo que tem que ser um primeiro passo", disse Gutierrez, que nasceu em Cuba e foi levado pela família para os EUA ainda criança, em 1960.

"Fomos muito claros, que libertem os presos políticos, que permitam partidos políticos, que permitam a expressão, que permitam a liberdade econômica", acrescentou.

Na terça-feira, o "Granma", órgão oficial do Partido Comunista Cubano, publicou uma carta em que Fidel diz que não se candidatará a um novo mandato presidencial na eleição indireta do dia 24, encerrando assim quase 50 anos à frente do governo do país.

Gutierrez preside, junto com a secretária de Estado Condoleezza Rice, uma comissão destinada a promover uma mudança de governo em Cuba. Ele é partidário da linha-dura do presidente republicano George W. Bush, que ampliou as restrições às viagens e ao envio de dinheiro à ilha.

O secretário não comentou informações divulgadas na sexta-feira pelo governo espanhol de que Cuba teria decidido libertar 7 das 75 pessoas presas por razões políticas em 2003 sob acusação de conspirar para os EUA.

Ele descartou qualquer diálogo sob um governo de Raúl Castro, que já governa o país interinamente desde julho de 2006, quando Fidel, seu irmão, se afastou do poder devido a uma doença no intestino.

Segundo Gutiérrez, a repressão em Cuba aumentou desde então. "Esta é uma sucessão de um tirano para outro. Não nos enganemos, enquanto Fidel estiver vivo, ele continuará comandando o show", disse o secretário.

Os EUA romperam relações diplomáticas com Cuba em 1961, dois anos depois da revolução liderada por Fidel.

Gutierrez apontou que a manutenção do embargo é importante para negar ao regime os recursos para se manter.

"Cuba pode ser um grande poder, uma grande potência no mundo econômico, mas hoje é um país pobre. E por quê? Porque o sistema comunista não funciona e porque o regime insiste em gozar dos benefícios do poder", afirmou.

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