ONU pede que Colômbia proteja ativistas dos direitos humanos

quarta-feira, 30 de abril de 2008 16:15 BRT
 

GENEBRA (Reuters) - Três investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quarta-feira ao governo colombiano que adote urgentemente medidas capazes de proteger defensores dos direitos humanos contra intimidação, agressão e até assassinatos.

Segundo os investigadores, desde o começo deste ano, 21 membros de sindicatos e líderes da sociedade civil foram mortos enquanto dezenas de outros, entre os quais advogados que representam vítimas, receberam ameaças de morte.

"Pedimos ao governo (colombiano) que adote medidas de proteção mais eficientes e consistentes para os defensores dos direitos humanos atualmente em risco", afirmaram os investigadores em um comunicado divulgado por meio da representação da ONU em Genebra.

A Colômbia é palco de uma guerra envolvendo rebeldes marxistas e paramilitares de extrema direita, ambos considerados terroristas pelos EUA e supostamente custeados pelo tráfico de cocaína. Milhares de pessoas morrem todos os anos em meio ao conflito.

Sindicalistas norte-americanos vêm conclamando os congressistas democratas dos EUA a bloquearem um acordo de livre comércio com a Colômbia devido aos abusos dos direitos humanos no país latino-americano.

Os três investigadores são Hina Jilani, do Paquistão, investigadora especial para a situação dos defensores dos direitos humanos, Philip Alston, dos EUA, investigador para execuções extrajudiciais, e Leandro Despouy, da Argentina, investigador para a independência do sistema judiciário.

Segundo os três, as ameaças e os assassinatos recentes elegeram por alvo, em sua maior parte, as pessoas que organizaram a ou participaram da mobilização de 6 de março, em Bogotá, que teve por objetivo homenagear as vítimas dos paramilitares bem como as da polícia e das Forças Armadas.

"Acreditamos piamente que uma resposta política à situação atual dos defensores dos direitos humanos na Colômbia é de suma importância", afirmaram os investigadores em seu comunicado.