Petrobras culpa protecionismo por menor exportação de álcool

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 18:19 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O protecionismo norte-americano e europeu dificultou as exportações de álcool pela Petrobras em 2007, afirmou o gerente executivo de desenvolvimento energético da estatal, Mozart Schmitt Queiroz.

"Seguramente, as vendas foram menores por conta de barreiras. O Governo Lula tem feito um esforço grande, mas não temos um resultado concreto", disse o executivo a jornalistas nesta quarta-feira.

Segundo o gerente da Petrobras, algumas remessas para esses dois mercados foram canceladas esse ano em razão de medidas protecionistas adotadas por americanos e europeus.

"Está difícil entrar com álcool nosso nos EUA e no mercado Europeu. Ambas as regiões falam em liberação de comércio, querem que os países abram mercados para seus produtos industrializados, mas o protecionismo sobre produtos básicos, em que somos fortes, é muito grande", declarou o executivo.

Para Queiroz, os EUA preferem produzir álcool mais caro em vez abrir o mercado ao etanol brasileiro.

"Eles preferem produzir o álcool mais caro a partir do milho adotando uma política de gerar emprego lá em detrimento da facilitação da importação do álcool brasileiro", acrecentou o gerente da Petrobras.

Ele aguarda um desenvolvimento do mercado japonês de etanol para que as exportações brasileiras deêm um salto nos próximos anos. Segundo Queiroz, o Governo do Japão já aprovou uma lei que prevê a adição de 3 por cento de álcool na gasolina.

"Eles têm dificuldade de matéria prima para produzir álcool e pretendemos atender esse mercado", disse Queiroz ao ressaltar que o mercado japonês de combustíveis está sendo adaptado para a entrada do etanol.

BIODIESEL   Continuação...