Obama critica política de McCain para imigração

sábado, 28 de junho de 2008 17:41 BRT
 

Por John Whitesides e Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama e o republicano John McCain cortejaram o apoio da comunidade hispânica neste sábado, e Obama acusou seu rival na disputa pela Casa Branca de dar as costas a uma ampla reforma das leis de imigração dos EUA por causa da pressão de seu partido.

Em aparições separadas diante de um grupo de autoridades públicas latinas, os dois candidatos se retrataram como dedicados campeões pró-hispânicos --um grupo que cresce rapidamente e que pode oscilar politicamente até as eleições de novembro.

Obama mirou a postura de McCain diante da ampla reforma e sua mudança de atitude sobre a legislação que pode abrir o caminho para a cidadania a 12 milhões de imigrantes ilegais do país.

McCain, senador por Arizona, contrariou seu partido e trabalhou pelo plano, que recentemente foi reprovado pelo Congresso em meio a uma pesada oposição republicana.

Mas ele mudou sua posição durante a luta pela nomeação do partido, ao enfatizar a necessidade de tornar seguras as fronteiras dos EUA antes de mudar o status de imigrantes ilegais.

"Um tópico em que o senador McCain costumava oferecer mudanças era em imigração Ele era um campeão da reforma ampla, e eu o admirava por isso", disse Obama, senador por Illinois que apoiou a proposta, à Associação Nacional de Autoridades Latinas Eleitas e Indicadas.

"Mas quando ele estava concorrendo à nomeação de seu partido, ele se afastou desse compromisso. Ele disse que não apoiaria nem sua própria legislação, se ela fosse votada", afirmou. "Se nós vamos resolver os desafios que encaramos, não podemos vacilar, não podemos mudar dependendo de nossos interesses partidários."

McCain, que falou ao grupo antes de Obama, admitiu que o plano "não era muito popular entre alguns em meu partido", mas disse que ainda trabalharia por uma ampla revisão das leis de imigração dos EUA.

"Isso será minha maior prioridade ontem, hoje e amanhã", disse McCain, quando questionado se a reforma imigratória estaria no alto de sua lista sobre o que fazer nos primeiros cem dias de governo.

Ele disse que a proposta falhou porque os americanos não estavam confiantes de que o Congresso protegeria as fronteiras dos EUA antes de lidar com a questão da imigração ilegal.