Ministros do G7 revelam pessimismo com a economia global

sábado, 9 de fevereiro de 2008 10:56 BRST
 

Por Brian Love e Gavin Jones

TÓQUIO (Reuters) - Ministros da Economia dos países mais industrializados do mundo deram demonstrações de solidariedade diante do esfriamento da economia neste sábado, e admitiram que o cenário pode se tornar ainda pior por causa do debacle do mercado imobiliário nos Estados Unidos.

Em comunicado lançado após reuniões em Tóquio, o G7 disse que as perspectivas para o crescimento econômico pioraram desde seu último encontro, em outubro, apesar de os fundamentos permanecerem sólidos e de a economia dos EUA parecer estar escapando da recessão.

"Havia um clima de pessimismo e preocupação muito maior do que em outubro", disse o ministro da Economia da Itália, Tomasso Padoa-Schioppa.

Ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do Japão, Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, França e Itália disseram que o crescimento em seus países deveria diminuir em "graus variáveis" no curto prazo.

Eles apontaram sérios riscos resultantes do esfriamento do mercado imobiliário dos EUA e do consquente aperto do crédito, que diminuíram o fluxo de dinheiro nas mãos de consumidores e companhias que conduzem a economia mundial.

Bancos de crédito restringiram os empréstimos após sofrerem perdas de mais de 100 bilhões de dólares ligadas a empréstimos para a compra de imóveis. Isso fez crescer o espectro de um ciclo vicioso, à medida que os gastos dos consumidores caem, o que leva o comércio a conter gastos e a promover demissões.

Glen Maguire, economista-chefe para a Ásia e o Pacífico do banco Societé Generale em Hong Kong, disse que o G7 forneceu poucos detalhes sobre ações coordenadas para apoiar a economia.

"Este choque econômico e o declínio da economia é amplamente provocado por problemas domésticos nos EUA e não pode ser sanado por um plano coordenado de ação global", disse ele.   Continuação...