Abag levará ao ministro Jobim plano para formação de pilotos

quarta-feira, 13 de agosto de 2008 13:37 BRT
 

SÃO PAULO, 13 de agosto (Reuters) - A Associação Brasileira da Aviação geral (Abag), que concentra a aviação executiva e privada, além dos aeroclubes que preparam a mão-de-obra, vai levar ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, um plano para equacionar o problema de formação de pessoal no setor.

Segundo Rui Thomaz de Aquino, presidente da Abag, o projeto foi desenvolvido em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o chamado "Sistema S" (Senai, Senac, Sesc) e será apresentado ao ministério no dia 16 de setembro.

Na avaliação de Aquino, "o setor está extremamente estrangulado" e não tem pilotos disponíveis para as necessidades do segmento, diante do atual crescimento.

Todos os 70 mil pilotos credenciados no Brasil estão na ativa, segundo ele, e a falta de mão-de-obra já está fazendo com que, inclusive, as empresas reduzam as exigências em termos de horas de vôo nas contratações.

"Há algum tempo a exigência para contratar um piloto da aviação regular era por 3 mil horas de vôo. Isso foi caindo para 2,5 mil, 2 mil e hoje já se contrata com até 1 mil horas de vôo", afirmou o executivo.

Segundo ele, países como Índia e China, onde a aviação tem crescido muito em função do desenvolvimento econômico, estão com forte demanda por pilotos e acabam levando parte dos profissionais brasileiros, o que reduz ainda mais a oferta de mão-de-obra local.

Aquino afirmou que espera do governo "alguma forma de financiamento" para formar pilotos e pessoal de manutenção, assim como medidas de fomento às escolas.

"Os aeroclubes brasileiros têm mais de 30 anos. Na aviação, a tecnologia muda a cada 10 anos, então estamos há três décadas atrasados", reiterou.

(Por Taís Fuoco, Edição de Vanessa Stelzer)