1 de Novembro de 2007 / às 23:27 / 10 anos atrás

Estudantes e policiais se enfrentam novamente na Venezuela

Por Fabián Andrés Cambero

CARACAS, 1o de novembro (Reuters) - Uma passeata estudantil em Caracas contra uma proposta governamental de reforma constitucional terminou na quinta-feira em confrontos entre manifestantes e policiais, que dispersaram o protesto com gás lacrimogêneo e balas de borracha.

TVs mostraram grupos de jovens derrubando uma barreira de segurança e lançando-a contra o primeiro cerco policial, depois de chegar até o limite permitido nos arredores da sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no centro da capital.

Cobertos com escudos, a tropa de choque reagiu com jatos d'água e gás lacrimogêneo, o que fez a manifestação com milhares de pessoas recuar.

Na semana passada houve incidentes parecidos numa passeata em direção ao Parlamento, também contra a reforma.

Os choques da quinta-feira se prolongaram pela avenida Bolívar (centro) e chegaram às portas da Universidade Central, onde os manifestantes se esconderam, aproveitando que a autonomia universitária impede a polícia de entrar ali.

Os incidentes deixaram alguns feridos leves.

Os dirigentes estudantis que convocaram a manifestação pretendiam entregar às autoridades eleitorais um documento pedindo o adiamento da consulta popular sobre a reforma constitucional planejada pelo presidente Hugo Chávez.

Uma comissão de estudantes pôde chegar ao CNE, depois de ser atacado com objetos atirados por simpatizantes do governo, para entregar a petição e conversar com dirigentes do órgão.

Posteriormente, parte da comissão estudantil tentou sem sucesso fazer uma corrente humana dentro da sede do órgão eleitoral.

A presidente do CNE, Tibisay Lucena, definiu o caso como uma tentativa de invasão e anunciou que exigirá uma investigação para identificar os responsáveis.

"O Poder Eleitoral não aceitará sob pressão de nenhuma natureza ou origem que se perturbe o processo eleitoral que culminará com a realização do referendo", afirmou.

Embora o CNE não tenha se pronunciado, Chávez disse que a campanha pelo "sim" começará no fim de semana, e que a consulta será marcada para 2 de dezembro.

A cúpula católica, grupos estudantis, partidos de oposição e empresários rejeitam o projeto, alegando que ele viola os direitos humanos e gera concentração de poderes para o presidente esquerdista.

Chávez diz que a reforma é indispensável para promover o socialismo e dar mais poderes ao povo.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below