12 de Agosto de 2008 / às 18:46 / 9 anos atrás

Tanques russos patrulham capital da Ossétia do Sul, agora vazia

<p>Tanquees russos de movimentam nas ruas de Tskhinvali, em foto de 11 de agosto. Tanques e soldados russos patrulhavam as ruas da semidestru&iacute;da capital da Oss&eacute;tia do Sul, Tskhinvali, na ter&ccedil;a-feira, enquanto a cidade come&ccedil;ava a enterrar os mortos nos cinco dias de conflito com a Ge&oacute;rgia. Photo by Reuters</p>

Por Dmitry Solovyov

TSKHINVALI, Geórgia (Reuters) - Tanques e soldados russos patrulhavam as ruas da semidestruída capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, na terça-feira, enquanto a cidade começava a enterrar os mortos nos cinco dias de conflito com a Geórgia.

Vestidas de preto, pessoas reuniam-se em uma colina das cercanias da capital, ao redor de um caixão aberto, ao mesmo tempo que um comboio militar carregando água, alimentos e armas passava pela estrada principal rumo a Tskhinvali, que poucos dias atrás abrigava 35 mil habitantes. A maior parte dessas pessoas fugiu dali.

“Isso se parece com Stalingrado, não é?”, perguntou Teimuraz Pliyev, 62, que disse ter ficado três dias escondido em um porão com sua mulher e filhos. “Bárbaros! Vejam: isto é a democracia georgiana! Se não fosse pela Rússia, já teríamos sido enterrados aqui”.

Na esquina da rua Moscou com a rua Forças de Paz, podiam ser vistos dois tanques georgianos T-72 destruídos. As rodas deles encontravam-se a metros de distância.

Tskhinvali recebeu a parte mais pesada dos ataques desferidos durante o conflito na Ossétia do Sul. A região fica dentro da Geórgia, mas pôs fim ao domínio georgiano em uma guerra de 1991-92, ao declara-se independente. Essa última manobra, porém, não ganhou reconhecimento internacional.

Os militares russos afirmam que 1.600 pessoas foram mortas nos combates travados desde o final da quinta-feira, quando o governo georgiano enviou soldados para lá com a missão de retomar o controle sobre a região.

A maior parte da população da Ossétia do Sul não pertence à etnia dos georgianos e muitos possuem passaportes russos. Eles usam o rublo como moeda corrente. E o governo russo fornece apoio financeiro e político ao território, apesar de não tê-lo reconhecido como um Estado independente.

O Exército russo escoltou um pequeno grupo de repórteres estrangeiros durante uma volta por Tskhinvali na terça-feira, controlando a movimentação deles e escolhendo os locais que visitariam.

Um coronel do Exército que não quis ter sua identidade revelada disse que os combates na cidade haviam quase chegado ao fim.

“Ainda ocorrem alguns disparos vindos de franco-atiradores. Mas estamos acabando com eles de forma gradual e definitiva”, afirmou à Reuters.

Segundo um correspondente da Reuters, o volume de veículos militares circulando pela cidade diminuiu.

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