EUA estão despreparados para reagirem a ataque, diz estudo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 21:13 BRST
 

Por Kristin Roberts

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono não está preparado para reagir a um catastrófico ataque químico, biológico ou nuclear em território norte-americano, segundo relatório de uma comissão independente entregue na quinta-feira ao Congresso.

Se por um lado o Departamento de Defesa realiza planejamentos exaustivos para operações no exterior, por outros os seus preparativos para a reação a um possível ataque dentro dos EUA são inadequados, disse a Comissão sobre a Guarda e Reservas Nacionais.

"Examinamos seus planos. São totalmente inaceitáveis", disse o presidente da comissão, Arnold Punaro, general reformado dos marines.

"Não seria possível deslocar nem mesmo uma unidade de escoteiras com o tipo de planejamento que eles estão fazendo", disse Punaro, ironizando os planos preparados pelo Comando Norte, que é responsável pela defesa doméstica dos EUA.

Embora outros órgãos federais, como o Departamento de Segurança Doméstica, sejam responsáveis por parte da reação do governo e um eventual ataque, o Departamento de Defesa é o único órgão com recursos e capacidade para administrar uma reação coletiva, segundo a comissão.

A comissão disse que a Guarda e a Reserva Nacional deveriam receber ordens para liderar as atividades domésticas do Pentágono, já que esses soldados de "meio-período" vivem espalhados pelos EUA e costumam ter as habilidades necessárias para enfrentar uma emergência.

Mas os militares não dedicaram tempo e recursos suficientes a preparar essa tarefa, apesar da criação do Comando Norte depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, segundo a comissão, que foi criada pelo Congresso para estudar o melhor uso das forças de reserva.

Na opinião da comissão, esse despreparo se deve em parte a históricas tensões entre o governo federal e os Estados. Fontes de defesa dizem também que os militares costumam ver sua participação em emergências internas como um mero apoio a agências civis.   Continuação...