October 30, 2007 / 1:57 PM / 10 years ago

Rei da Jordânia pede que China se envolva mais com Oriente Médio

3 Min, DE LEITURA

PEQUIM (Reuters) - A crescente influência da China no cenário internacional significa que o país está destinado a desempenhar um papel diplomático de peso maior no Oriente Médio, afirmou na terça-feira o rei Abdullah, da Jordânia, encorajando o governo chinês a atuar em defesa da paz entre Israel e os palestinos.

"Temos esperanças de um papel mais destacado da China em nossa região porque os senhores sempre foram considerados um intermediário honesto e são muito respeitados em nossa parte do mundo", afirmou Abdullah ao presidente chinês, Hu Jintao.

Autoridades israelenses e palestinas preparam-se para uma conferência de paz convocada pelos EUA e marcada para acontecer no final deste ano. O rei Abdullah -- um dos líderes regionais que desejam ver avanços concretos nesse encontro -- disse que a China pode ajudar a garantir o progresso.

"Na qualidade de membro permanente das Nações Unidas (do Conselho de Segurança das Nações Unidas) e na qualidade de país com boas relações com todos os presentes em nossa região, o papel da China é, segundo creio, destinado a aumentar no futuro próximo", disse, em um discurso proferido na Universidade Pequim.

O apelo do rei Abdullah apareceu durante uma semana que chamou atenção para a atuação cautelosa, mas crescente, da China no Oriente Médio.

No mesmo dia em que o dirigente jordaniano reunia-se com importantes autoridades chinesas, a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, encontrava-se em Pequim para defender a adoção de sanções mais duras contra o programa nuclear do Irã.

O Oriente Médio, incluindo o Irã, fornece à China cerca de metade do petróleo importado pelo país. Essa cifra aumentará para cerca de 70 por cento em 2015, segundo a Agência Internacional de Energia.

O rei Abdullah e Hu também supervisionaram a assinatura de vários acordos entre seus países, incluindo um sobre a cooperação e investimentos bilaterais no setor de energia nuclear. Não foram divulgados detalhes sobre os acordos.

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