23 de Outubro de 2007 / às 03:21 / 10 anos atrás

ONU renova força no Haiti e foca em combate ao contrabando

<p>Haitianos andam junto a estrada destru&iacute;da pela chuva em Cabaret, Haiti, 12 de outubro. O Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU renovou na segunda-feira por mais um ano o mandato da sua for&ccedil;a de paz no Haiti, mas a reconfigurou para melhorar a seguran&ccedil;a nas fronteiras do pa&iacute;s. Photo by Reuters</p>

Por Patrick Worsnip

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) renovou na segunda-feira por mais um ano o mandato da sua força de paz no Haiti, mas a reconfigurou para melhorar a segurança nas fronteiras do país contra o contrabando de armas e drogas.

A resolução, aprovada por unanimidade, cita “melhorias significativas” na segurança do turbulento país caribenho, mas diz que “o tráfico internacional ilícito de drogas e armas continua a afetar a estabilidade do Haiti”.

A ONU enviou tropas e policiais ao Haiti em 2004, depois da rebelião que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide. Só recentemente a força internacional, cuja área militar é comandada pelo Brasil, conseguiu trazer uma relativa calma ao país mais pobre das Américas, onde há uma onda de seqüestros, disputas entre quadrilhas que controlam favelas e muitos assassinatos.

A resolução adota uma recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, que esteve em agosto no Haiti e sugeriu a retirada de 140 soldados, para, no máximo, 7.060.

Em um relatório de 22 de agosto, Ban disse que os soldados deveriam ser transferidos de áreas mais calmas para patrulhas ao longo do litoral e da única fronteira terrestre do Haiti, com a República Dominicana.

O relatório diz que os 2.600 quilômetros de litoral desprotegido e a existência de portos sem vigilância e de pistas de pouso clandestinas facilitavam o tráfico de armas e drogas no país.

A participação policial na força da ONU será ampliada em 140 homens, atingindo um máximo de 2.091, para ajudar a polícia local em áreas urbanas, compensando a transferência de tropas, e para contribuir na vigilância da fronteira.

O relatório de Ban afirma que a polícia haitiana, “apesar de melhorias marginais, continua incapaz de realizar sem ajuda várias tarefas cruciais”.

A resolução de segunda-feira elogia “as contínuas conquistas do processo político do Haiti”, o que inclui as pacíficas eleições municipais de abril, mas diz que a situação “continua a constituir uma ameaça à paz e à segurança internacionais”.

A força da ONU, formada por países como Brasil, Argentina, Chile, Canadá, França e Estados Unidos, já sofreu 31 mortes, incluindo soldados, policiais e funcionários civis.

Em entrevista à Reuters no início deste mês, o embaixador brasileiro no país Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, disse que o país caribenho tem um longo caminho a trilhar antes de atingir a estabilidade. O diplomata sinalizou ainda que o mandato da força deveria ser renovado sem problemas e que autoridades haitianas já manifestaram a vontade de contar com apoio da ONU ao menos até 2011.

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